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MENSAGEM

'FÉ NÃO É SÓ DISCURSO'

Preletor: Sônia Hernandes





MENSAGEM

'FÉ NÃO É SÓ DISCURSO'

Preletor: Sônia Hernandes

Se você declara a fé pela boca e não pelas atitudes, nada acontecerá

Hoje,vamos meditar em Hebreus 10: 37 a 39

37 Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará;

38 Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz
a minha alma.

39 Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto,
da fé, para a conservação da alma.

O teu comportamento precisa estar de acordo com a sua fé. Fé sem obras é morta, ou seja,
não vale nada.

Não adianta nada você dizer: “Eu creio que Deus vai fazer um milagre na minha casa!” e
continuar com esse mau humor, com esse nervosismo e com essa loucura!

Se você pragueja, reclama e murmura, posso concluir que você não está crendo.
Você apenas possui um discurso!

O justo vive pela fé. A fé traz paciência, poder de resistência e perseverança. Se você só
declara com a sua boca, mas não tem uma atitude, sabe o que vai acontecer? Nada!

“Mas quanto tempo faz que eu já estou buscando, que estou acreditando e nada?”. Será que
está buscando mesmo? Faz tempo que você está com um discurso, mas quem tem fé não
desiste na primeira adversidade.

Você sabe que quem busca em espírito e em verdade encontra o Senhor. Se você falar:
“Hoje, eu não vou à igreja!”, “Acabei de chegar do trabalho e estou com muitos serviços
acumulados”, “Não vou à igreja, porque estou desanimado” ou vir com uma porção
de desculpas, como você vai alcançar seus objetivos?

Coloque Deus em primeiro lugar e as outras coisas serão acrescentadas. Deixe um horário
e um espaço reservado para o Senhor. Já se programe para ir à Casa do Senhor. Reserve
um momento do seu dia para orar e louvar.

Não olhe nem para a direita, nem para a esquerda. Não leve em consideração o que te
traz sofrimento, enxergue,pela fé, o milagre que você vai viver. Isso vai ressuscitar seus sonhos.

Não fique abatido por causa das dificuldades, perseguições e humilhações. Se você está sendo
humilhado, glória a Deus, porque aqueles que são humilhados serão exaltados. Para cada dia
de vergonha, o Senhor tem dupla honra para você!

“Ah! Mas estou sendo tão atacado! Eu não mereço passar por isso!”. Querido, quem resiste
não fica reclamando. Se você continuar murmurando, o inimigo continuará te provocando.

Você vai levantar e declarar: “Eu creio que maior é o que está em mim! Eu não sou coitado,
porque estou sendo atacado! Eu só estou sendo atacado, porque eu sou maior! Deus não vai
fazer isso comigo! Eu conheço o Deus que eu sirvo! Ele não me prova além daquilo que
eu possa suportar!”.

Da tua fraqueza virá uma força sobrenatural. Resista, nem que seja chorando! Nem que seja
sem vontade! Nós não agimos porque sentimos, porque temos vontade ou porque temos
condições! Agimos,porque que cremos! A fé que nasce de Deus vence o mundo!

Se você é jovem e se sente fraco e inexperiente, não se aflija. Creia no que está escrito
em 1 João 2:14 “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos
escrevi,porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos
escrevi,porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido
o Maligno.”.

Se você não se encaixa nesse padrão, você está vivendo uma mentira e está caindo no papo
da serpente. Se você está cansado, peça para Deus renovar suas forças!

Se Deus disse que Ele é o seu Pastor e nada te faltará, não tenha medo de entregar seus
caminhos nas mãos d´Ele. A fé traz vida, porque o justo vive pela fé. Creia, porque nisto está
a tua força e a mudança da sua história. Tenha atitudes coerentes com a sua fé e
Deus vai te honrar!



 



MUNDO


ESPERANÇA NA CRISE

No inverso do Reino Unido, igrejas evangélicas crescem na França


Na França, a cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas, de acordo com dados
do CNEF (Conselho Nacional dos Evangélicos da França).

A cena, comum para a maioria dos brasileiros, é novidade na França, que viu a fé
neopentecostal crescer nos últimos anos, impulsionada pela crise econômica.


Na França, a cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas, de acordo com dados
do CNEF (Conselho Nacional dos Evangélicos da França). Essa é a corrente religiosa que mais
se expande no país e a com o maior número de praticantes.



“A primeira razão é simplesmente a necessidade de esperança”, opina Sébastien Fath,
sociólogo das religiões especializado no protestantismo e autor de Do gueto à rede –
O protestantismo evangélico na França e do recém lançado Nova França Protestante –
Desenvolvimento e crescimento no século XXI.

O contexto de crise, que atinge a sociedade francesa, tem por consequência um certo número
de patologias sociais,como a solidão. O Estado não pode fazer tudo, as prestações sociais e
capacidades de intervenção são em geral fragilizadas, pois há menos dinheiro
público. A igreja evangélica responde às necessidade que o Estado não se
encarrega mais”, avalia o sociólogo, que enfatiza o caráter otimista do
discurso evangélico, em um país onde o pessimismo é grande.

Embora o sociólogo defenda que haja fiéis também nas classes mais favorecidas, ele admite
que a religião vem atraindo proporcionalmente mais jovens e imigrantes, principalmente
chineses,coreanos e originários das antigas colônias francesas na África. Em dezembro,
24,2 % dos jovens estavam desempregados.

“Muitos franceses estão desencorajados diante da crise e da globalização. Há uma certa
depressão e uma necessidade de perspectiva,” diz Fath. Já para Étienne L’Hermenault,
batista e presidente do CNEF, órgão criado há menos de dois anos, o sucesso das igrejas
evangélicas é reflexo de uma sede por religiosidade. “A crise não é
simplesmente financeira, mas também moral. Há um cansaço, de uma sociedade que
perdeu muitas referências e que busca valores”, argumenta.

Fath defende que o retorno da religiosidade está ligado à crise do discurso político.
“Os franceses estão decepcionados com a política. O país que, durante muito tempo
exportou pensamento político, se desencantou com as soluções políticas, há 15 ou 20 anos
atrás”, avalia.

Conversão

Longe do anonimato das ruas, nas manhãs de domingo na entrada da Église Réformée
de Belleville a recepção é calorosa e personalizada.

“É a proximidade entre nós, os pastores, e nossos fiéis que faz a força do movimento
evangélico”, afirma Amos Ngoua Mouri, pastor da Communauté Évangélique la Bonne
Nouvelle, no norte de Paris.


Mais da metade dos evangélicos franceses tinha outra religião. “Essas igrejas se apresentam
de uma maneira adaptada às formas de comunicaçãocontemporânea, enquanto as tradicionais
utilizam ainda modelos históricos e ultrapassados. As evangélicas recrutam”,
explica Frédéric Rognon, professor de filosofia das religiões na Faculdade de
Teologia Protestante de Estrasburgo, na França.

L’Hermenault, também presidente da Faculdade Livre de Teologia Evangélica de Vaux sur
Seine, principal instituição para a formação de novos pastores franceses, anuncia que o
objetivo é alcançar a meta de uma igreja para cada 10 mil habitantes, ao invés dos
atuais uma para cada 30mil.


Ao todo, são 2308 igrejas em território francês, que abrigam o ainda discreto número
de 600 mil evangélicos. Desde 1950, eles são nove vezes mais numerosos, em um país
onde apenas 5% da população se declara praticante de alguma religião.



Fé pública, questão privada


Na igreja evangélica Paris  Bastille é possível ver os vídeos do último culto no iPhone e
acompanhar o blog do pastor. Outros atrativos são as visitas em casa, os grupos de estudo
e as atividades de inserção específicas para jovens, crianças, mães, casais ou
idosos. À vontade com a revolução digital, para Fath, esse estilo litúrgico é
mais adaptado à cultura dos jovens que a tradicional missa católica.

“O lado da expressão pública da fé dos evangélicos, quase publicitário, choca numa cultura
francesa que relega a religião ao domínio privado”, afirma, garantindo que as coisas estão
mudando  no país da laicidade. O pastor camaronês Mouri confirma que o movimento
evangélico é mais reconhecido no espaço público, embora ainda seja uma minoria.

A presença dos mulçumanos teria sido a primeira abertura para a naturalização da expressão
religiosa em lugares públicos. “Há um retorno da visibilidade da fé mesmo entre os católicos.
A procissão do 15 de agosto em Paris pela ‘Ascenção da Virgem’ é um dos exemplos
disso. Algo que não poderíamos imaginar, há 20 anos atrás”, cita.

Missionários latinos

Pastores brasileiros têm cruzado o oceano para conquistar essa nova terra.
“Nós sabemos que hoje a rede evangélica é transnacional. Há uma presença brasileira de
protestantes na França. A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada em Paris já há
alguns anos e também outras igrejas neopentecostais”, afirma mesmo sem poder
contabilizar esse fluxo.

“Não é comparável com a ligação que existe com a América do Norte, mas isso deve se
desenvolver”, dizem. Para eles, missionários latinos têm boa reputação entre os franceses,
além de brasileiros, pastores espanhóis e portugueses também são populares, como Nuno
Pedro, português que faz cultos para oito mil pessoas todos os domingos na
megachurch Charisma, em Saint-Denis, periferia de Paris.

Data: 15/2/2012 08:37:58

Fonte: O Diário



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