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Estudos: “Vi os infiéis e senti desgosto,
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“Vi os infiéis e senti desgosto,
“Vi os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra”. Salmos 119.158
Pasmem caros leitores, Davi também sentiu desgosto. E quando foi que isto aconteceu?
Quando foi perseguido pelos inimigos? Quando perdeu o filho? Quando foi injustiçado?
Ou quando foi desprezado?
Ele teve desgosto quando viu pessoas que tinham o pleno conhecimento da verdade e,
no poder de praticá-la, preferiram fazer a própria vontade, desprezando, com isso,
o cumprimento de todas as promessas de Deus, sendo infiéis a Ele.
Naturalmente, os impuros deste mundo, e em especial os que estão em nosso meio,
devem estar raciocinando assim: ‘Quer dizer que eles sentem desgosto quando,
pela infidelidade das pessoas, faltam recursos para a igreja e eles não conseguem
pagar seus compromissos?’
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes,
nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas”. Tito 1.15
Pelo amor de Deus, entendam: o desgosto de Davi e o nosso, nos dias de hoje,
não é com a carência de recursos para a igreja ou para a vida pessoal do pastor,
pois nunca vai faltar nada para a obra, já que o "Dono dela sabe supri-la com zelo".
O que entristecia Davi, e nos entristece hoje, é que homens de Deus têm o poder
de enxergar a consequência das coisas. Ou seja, nós sabemos exatamente onde
você irá chegar – sendo fiel ou infiel a Deus.
Assim sendo, para o bem da sua alma e pela garantia de uma vida honrada aqui,
seja fiel a Deus em tudo, inclusive nos dízimos.
Trata de teologia, Deus, sua existência, o Pai, sua natureza e atributos,
a Trindade Jeová, todo amoroso, onipotência, onipresença, onisciência,
eternidade, soberania trindade, decretos
2. TEOLOGIA
(A DOUTRINA DE DEUS)
- “Deus é o infinito e perfeito espírito no qual todas as coisas têm origem,
preservação e finalidade.” “Deus é espírito, infinito-eterno-imutável em Seu: ser,
sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade, e verdade.”
-Teologia é a disciplina que estuda Deus e Suas obras. Note que ela se distingue
da Ética (defina), mesmo da Ética Cristã; da Religião (exteriorização do meu
relacionamento com Deus); e da Filosofia (tentativa de conhecer todas as coisas
só pelo uso da observação e da razão, sem partir de Deus e Sua Palavra,
e nunca podendo trazer ninguém a Cristo 1Co 1:21 (1Co 2:6-8). [1]
- Teologia é incontornável: Mesmo quem se recusa a formular suas crenças
teológicas tem doutrinas (= ensinos) consideravelmente definidas, ainda
que grosseiríssimas. Isto é inevitável, devido ao instinto sistematizante do
intelecto, que não se contenta com uma mera acumulação de fatos, mas
busca organizá-los num sistema. Assim, é indispensável o estudo da Teologia
com nosso mais alto esforço, para nos assegurarmos de que nossa Teologia é a certa, sã.
- Teologia é necessária para o crente: Por causa da penetrante descrença
e heresias desta época 1Pe 3:15b (Lc 18:8; Ef 4:14); Porque Deus não quis
nos dar as Escrituras em forma sistematizada (Mt 13:11-13), deixando a nós o
estudá-las e sistematizá-las 2Tm 2:15; Para desenvolver em nós o caráter de Cristo
(só crendo certo é que podemos viver certos) (Ef 4:13); Para podermos servir ao Senhor
efetivamente (2Tm 4:2; Tt 1:9).
2.1. DEUS EXISTE
2.1.1. A EXISTÊNCIA DE DEUS É ESTABELECIDA PELA RAZÃO [2] [3]
a. Argumento da “Intuitividade” ou “Crença Universal” Rm 2:15 [14-16]; 1:19-20
(Rm 1:19-23,28,32; Jó 32:8; At 17:28-29): 1) A Crença na existência de Deus é universal;
é também necessária (no sentido de que é a “posição normal do pêndulo”: qualquer
desvio dela é temporário e contra nossa natureza); portanto, esta crença é intuitiva,
inata; não é mero resultado de tradições, educação, raciocínio acurado e educado
(“Eu sempre soube que Ele existe, somente não sabia Seu nome!” Helen Keller);
2) Portanto, a crença na existência de Deus foi colocada no coração do homem;
3) Só Deus poderia fazê-lo; 4) Logo Deus existe.
b. Argumento da Causa-e-Efeito: Todo efeito tem uma causa apropriada (He 3:4).
Portanto: 1) O poder, a inteligência, o propósito evidentes na natureza exigem
e provam que Deus existe e que tem infinitos poder, inteligência e propósito;
2) O fato do homem ser uma pessoa e ser moral, exige e prova que Deus existe
e que é a perfeição do saber, do sentir, do decidir, e do bem.
Poderíamos dividir o argumento da causa-e-efeito em 4:
- Argumento Cosmológico (da causa do universo), embutido em He 3:4:
1) A 2a. Lei da Termodinâmica diz que a entropia do universo sempre aumenta
(o caos e desordem do universo aumentam, sua energia disponível diminui);
Daí: Se o universo fosse eterno, sua energia utilizável, na eternidade passada,
teria que ter sido infinita, o que é impossível; Logo o universo teve origem;
2) No universo, todo efeito tem que ter tido uma causa apropriada;
3)Logo o universo é o efeito de uma causa sem causa ,transcedente
(fora do universo e em tudo seu superior ): Deus.
-Argumento Teleológico (da causa da ordem e propósito no universo)
Sl 19:1-3; Rm 1:20 (Sl 8:3-5; 94:9; Rm 1:18-23): 1) A ordem e propósito
num sistema implicam inteligência e propósito na sua causa;
2) Há assombrosa ordem e propósito no universo (o “ateu” Galeno criou
“hino” de louvor a Deus, ao dissecar anatomia humana; Isaac Newton tapou
a boca de “ateu” ao deslumbrá-lo com miniatura do sistema solar e dizer
“não teve designer”;...); 3) Logo, o universo tem um designer transcedente,
um originador e mantenedor das suas leis, inigualavelmente inteligente
e com propósito: Deus.
- Argumento Ontológico (da causa da idéia de Deus): Todo homem, mesmo
que sufocada e vagamente, tem a idéia de um Deus infinito e perfeito
(At 17:21-23 [“ao Deus desconhecido”]; Rm 1:18-20); Esta idéia, por ser
infinitamente superior ao homem e ao universo, neles não pode ter se originado;
Logo ela só pode ter se originado em Deus, que existe e é infinito e perfeito.
- Argumento Antropológico ou da Causa da Moral Rm 2:14-15 (Gn 39:9
[José e a esposa de Potifar]; Sl 32:3-5; 38:1-4; Ec 12:14; Mq 6:8; Rm 1:19-32; 2:14-16):
Uma voz insilenciável fala incessantemente à consciência, exige-lhe obediência e
assevera de um Juiz que punirá cada desobediência [“Não fora esta voz ... e eu
seria ateu” cardeal Newman]; Esta voz sobre a consciência não é nem imposta
pelo indivíduo nem pela sociedade (freqüentemente lhes é contrária!); Portanto,
existe alguém que fala à nossa consciência, que é bom, justo juiz, senhor,
autor e mantenedor de uma lei moral permanente, absoluta e mandatória: Deus.
c. Argumento da “Congruência” ou “Harmonia com os Fatos”: Se um postulado
é o único que (ou, de longe, o que mais ) se harmoniza com (e explica) uma série
de fatos, então ele é crido e tomado como verdadeiro (exemplo: a teoria subatômica).
A existência de Deus é a única (ou, de longe, a melhor) explicação para a:
crença universal na Sua existência, nossa natureza moral e mental, nossa natureza religiosa,
os fatos e as leis do universo. (ateísmo, panteísmo, agnosticismo, etc. não provêm
uma explicação adequada, nem satisfazem nosso coração). Portanto, Deus existe,
é bom e santo, e todo-poderoso.
[4]
2.1.3. A EXISTÊNCIA DE DEUS É ASSUMIDA (!) PELA REVELAÇÃO:
Gn 1:1 (Sl 14:1; 94:9-10; Is 40:12-31; He 11:6)
2.2. A NATUREZA DE DEUS (REVELADA POR SEUS ATRIBUTOS)
- Nossa razão, mesmo imperfeita, já nos ensinou muito sobre os atributos de Deus.
- a natureza, de um modo que deixa o homem sem desculpas Rm 1:20,
prega que Deus é : glorioso Sl 19:1; bom At 14:17; eterno e poderoso Rm 1:20;
- Aprendamos, agora, da Sua Palavra, perfeita:
2.2.1. OS ATRIBUTOS NATURAIS DE DEUS
a. Deus é [a] Vida: Jo 5:26 (Jr 10:10-15; At 14:15; 17:25; 2Cr 16:9; Sl 94:9-10).
Deus é a fonte de toda a vida 1 Ts 1:9 (Jr 10:10-16; Ha 2:18-20).
b. Deus é Espírito, incorpóreo, invisível, sem substância material, sem paixões
ou partes físicas, portanto livre de todas as limitações temporais.
[5] Jo 4:24 . No V.T.: Dt 4:15-20,23 (Is 40:25; Ex 20:4).
No N.T.: Lc 24:39 (1Tm 1:17; Cl 1:15; At 17:22-29; At 14:8-18).
c. Deus é Pessoa, existência dotada de autoconsciência e autodeterminação
[plano para futuro]. De intelecto [poder de pensar], sensibilidade [poder de emoções e sentir],
e volição [poder de decidir, vontade].
c.a. Tem Nomes de Pessoa: Ex 3:14 (Jo 8:58): “EU SOU” = “Eu sou o que sou” -->
auto-suficiência + soberania absoluta + imutabilidade.
Os nomes de Deus dizem-nos que Ele é pessoa, e ensinam-nos muitos dos Seus atributos:
ADONAI
Senhor (=dono-controlador-provedor KURIOS)
Merece obediência Gn 24:3,7,12; Js 5:14 (Aplic.: Ml 1:6; Jo 13:13; dá-nos provisão Fp 4:19)
EL
O Poderoso e Majestoso
Gn 1:1; Sl 19:1
ELOHIM
Plural de “El”, aludindo à Trindade
Gn 1:1 (verbo singular!)
EL ELION
O Poderoso Altíssimo, Sumamente Poderoso
Cuida de tudo, cuida pelos filhos Gn 14:22
EL OLAM
O Poderoso Eterno
Nunca cansa de cuidar dos Seus Is 40:28-31
EL ROI
O Poderoso que Vê
Nunca esquece nem deixa de cuidar dos Seus Gn 16:13
EL SHADAI
O Todo-Poderoso
Cuida dos Seus, como mãe a bebêzinho Sl 91:1; Gn 17:1
YAHWEH (JEOVÁ)
O Eterno e Auto-existente (“Eu Sou”)
Gn 2:4. O Deus do pacto
JEOVÁ ELION
O Auto-existente Altíssimo
Deus dos deuses, exaltado, elevado, transcedente Sl 7:17;47:2
JEOVÁ JIRÉ
O Auto-existente Proverá
Gn 22:13-14. Cordeiro substituindo Isaac
JEOVÁ MIKADISKIM
O Auto-existente vos Santifica
Ex 31:13. Dá remissão, preserva, santifica
JEOVÁ NISSI
O Auto-existente Nossa Bandeira
Conduz, lidera, faz-nos mais que vencedores Ex 17:15 (Aplic.: Sl 20:7).
JEOVÁ RAA
O Auto-existente Meu Pastor
Sl 23:1 (Sl 95:7). Guarda, guia, nutre...
JEOVÁ ROPECA = JEOVÁ RAFA
O Auto-existente Nos Sara
Ex 15:26. Recostura
JEOVÁ SABAOTE
O Senhor dos Exércitos
1 Sm 1:3; Is 6:1-3. Poder e governo (homens, estrelas, anjos)
JEOVÁ SHALOM
O Auto-existente Nossa Paz
Jz 6:24. Paz com e de Deus...
JEOVÁ SHAMÁ
O Senhor está Presente
Ez 48:35. Presença pessoal!
JEOVÁ TSIDEKENU
O Auto-existente Nossa Justiça
Jr 23:6 Justiça imputada (Aplic.: 1Co 1:30)
c.b. Tem Pronomes de Pessoa (masculinos, não neutros): Sl 116:1-2; Jo 17:3.
c.c. Tem Características e Propriedades de Pessoa: Provê Sl 104:27-30.
Cuida 1Pe 5:6-7. Conhece Jo 10:15. Entristece-se Gn 6:6; Ef 4:30. Ira-se
1Rs 11:9. Odeia Pv 6:16. Tem zelo (ciúme, cuidado) Dt 6:15 . Ama Jo 3:16;
Ap 3:19 . Decide Jo 6:40. É amigo Jo 15:15; He 4:15-16.
c.d. Mantém Relações de Pessoa com o Universo e com os Homens: É o:
-Criador (poder eterno e infinito) de tudo: Gn 1:1 (Gn 1:26; Jo 1:1-3; Ap 4:11); [6]
-Preservador de tudo (em contínua relação pessoal) He 1:3 (Cl 1:15-17) (isto refuta o Deísmo);
-Benfeitor de todas as vidas Mt 10:29-30 (1Rs 19:5-7; Sl 104:27-30; Mt 6:26; At 17:28; Tg 1:17);
-Governante e Dominador das atividades humanas Rm 8:28 (Gn 39:21; 50:20; Sl 75:5-7; 76:10; Dn 1:9);
- Pai de Seus filhos Gl 3:26 (Jo 1:11-13; He 12:5-11).
d. Deus é Tri-Uno (3 pessoas em 1 só Deus) [7] Consoantes à Bíblia, cremos em (e adoramos)
1 só DEUS, que em substância e natureza é 1, único, indivisível e sem similar, mas que,
ó infinito mistério, é também 3 pessoas (o Pai, o Filho, e o Espírito Santo) eternamente:
co-iguais, inter-existentes; inter-constituídas; inter-relacionadas; não separáveis mas
não confundíveis; em concorde união e comunhão; as mesmas em substância mas
distintas em subsistência. O Filho foi “gerado eternamente” pelo Pai Jo 1:14,
o Espírito “procede eternamente” do Pai e do Filho Jo 14:16,26; 15:26.
d.a. Deus é 1 Só: A razão diz que há 1 só Deus, pois Ele é Todo-Poderoso,
Todo-Suficiente, Auto-Existente, é Toda a Perfeição. A Revelação diz o mesmo,
que há 1 Só Deus: Dt 6:4 (Dt 4:35; Is 43:10; 44:6-8; 45:5-6; 46:9; Mc 10:18; 12:29;
Ef 4:4-6; 1Tm 2:5; Tg 2:19).
d.b. Deus é 3 Pessoas (Pai, Filho, e Espírito Santo):
[8]
-No V.T.: a Tri-Uni-Divindade é expressa diretamente Is 48:16; 61:1-2.
É insinuada em Sl 2:6-9 (Sl 2:1-9; 45:6-8; 110:1-5; 63:9-10; Zc 2:10-11;
At 13:33); O Espírito Santo é aludido na criação Gn 1:2; O Anjo do Senhor
(Cristofania) é distinguido de Deus e identificado como Ele Gn 22:11-12
(Gn 21:17-18; 16:7-10,13). Deus tem nome plural “Elohim” (com verbo singular,
em Gn 1:1, etc.!). O “UM” de Dt 6:4 é “achad”, que é uma unidade plural em
Gn 2:24, nunca a Bíblia usando “yacheed” [o “UM” absoluto] para Deus!
Ele tem pronomes pessoais plurais Gn 1:26 + Is 40:14 + Gn 1:27
(Gn 1:27; 3:22; 11:7; Ec 12:1; Is 6:8; 54:5).
-No N.T.: a Tri-Uni-Divindade é expressa mais explicitamente 1Jo 5:7
(Textos Recebidos!). É vista na comissão apostólica Mt 28:19-20;
na bênção apostólica 2Co 13:13-14; no batismo de Jesus Mt 3:16-17;
no Seu ensino Jo 14:16,26 (Jo 16:7-10); no ensino de Paulo 1Co 12:4-6
(At 20:28; Ef 4:4-6). Sumário do N.T.: O Pai é Deus Rm 1:7 (1Pe 1:2;
Jo 6:27,44-46; Gl 1:1); O Filho é Deus He 1:8 (Is 9:6; Jo 1:1; Jo 10:28;
At 20:28; 1Tm 3:16; Ti 2:13); O Espírito Santo é Deus At 5:3-4 (Hb 9:14).
e. Deus é AUTO-Existente (portanto transcedente), causador incausado,
sem início. [9] Jo 5:26 (Ex 3:14 [“Eu Sou”]; At 17:24-28; Rm 11:36; 1Tm 6:15-16).
f. Deus é Eterno, sem princípio nem fim, não limitado pelo tempo
(mas autor e consciente dele e da sua seqüência) Gn 21:33
(Ex 3:14; Dt 33:27; Sl 90:2; 93:2; 102:11,12,24-27; Is 44:6; 57:15;
Jo 8:56-58; He 1:1-12; 2Pe 3:8; Ap 1:8).
g. Deus é Imutável, porque o Perfeito não muda na Sua natureza,
atributos e conselhos (decretos). Mas Ele sente e age, só que sempre em
coerência com Sua natureza e caráter, imutáveis. Ml 3:6 (Nu 23:19 + He 6:17-18;
1Sm 15:29 e Sl 102:26-27; 2Tm 2:13; He 13:8; Tg 1:17). [10]
h. Deus é Onisciente, conhece perfeita e simultaneamente, e como em um eterno
“agora”, todas as coisas que são Rm 11:33 (Dt 29:29; Sl 147:4-5; Is 40:28).
[11] Deus conhece: nosso coração @ 1Jo 3:20; Tudo o que acontecerá
At 15:18 (Is 46:9-10; At 2:23); tudo que aconteceria em todas as circunstâncias
possíveis (1Sm 23:12; Mt 11:23); O plano total dos séculos Ef 1:9-12 (Pv 5:21;
Rm 8:28-30; Ef 3:4-9; Cl 1:25-26); O bem e o mal Pv 15:3 (Ml 3:16);
Os homens Pv 5:21 (Ex 3:19; 2 Rs 7:1-2; Sl 33:13-15; 41:9; Sl 69:5; Jr 1:5;
Mt 10:30; 20:17-19; At 3:17-18; Gl 1:15-16; He 4:13; 1Pe 1:2; 1:20 + Mc 13:32);
tudo na natureza, toda estrela, todo passarinho Jó 37:16; Sl 147:4; Is 42:9; Mt 10:29-30;
Os feitos do homem Sl 139:2-3; Jr 16:17; As palavras do homem Sl 139:4;
os pensamentos e imaginações do homem 1Rs 8:39; 1Cr 28:9; Sl 44:21; 139:2,4,11,13;
Lc 16:15; Rm 8:27; 1Jo 3:20; as necessidades e tristezas do homem Ex 3:7; Mt 6:32.
i. Deus é Onipotente, tem todo o poder, pode fazer acontecer tudo que deseje Mt 19:26
(Gn 17:1; 18:14; Ex 6:3; Jó 42:2; Sl 93:3-4; 115:3; Jr 32:17; Ap 19:6). [12] Aplic. Fp 4:13.
Deus domina sobre: a natureza Gn 1:1-3 (Sl 33:6-9; 107:25-29; Na 1:3-6);
a experiência humana Gn 39:2-3,21; Ex 7:1-5; Sl 75:6-7; Dn 1:9; 4:19-37
(Sl 76:10; Lc 12:13-21; Jo 17:2; At 17:28; Tg 4:12-15); os anjos Dn 4:35
(He 1:13-14); os demônios Jó 1:12 (Jó 2:6; Lc 22:31-32; Tg 4:7; Ap 20:2).
j. Deus é Imenso e Infinito: enche e ultrapassa todo o espaço (1Rs 8:27; Is 66:1; Jr 23:23-24).
k. Deus é Onipresente: imanente, simultaneamente presente em todos os locais
Sl 139:7-10 (Jr 23:23-34; Mt 18:20; At 17:24-28). No presente tempo: a presença,
o trono e a glória de Deus se manifestam de forma toda especial e plena no [3o.]
Céu Jo 20:17 (1Rs 8:30; Mc 1:9-11; Jo 14:28; Ap 21:2-3,10,22-23; 22:1,3).
Deus Filho manifestou-se na terra Jo 3:13 e agora está no Céu At 7:56; Ef 1:20.
Deus Espírito Santo manifesta-se: na natureza Gn 1:2; Sl 104:30;
em todos os crentes Jo 14:16-17,19-20,23; Rm 8:9; e junto aos descrentes Jo 16:7-11.:
l. Deus é Auto-Suficiente: não precisa de nada nem de ninguém Sl 50:10-12.
m. Deus é Sábio: 1Tm 1:17; Jd 1:25.
n. Deus é Soberano sobre tudo e todos: 1Sm 2:6-8; 1Cr 29:11-12; Ap 4:11.
o. Deus é Incompreensível: Jó 11:7-9; Rm 11:33.
p. Deus é Inescrutável: Rm 11:33.
2.2.2. OS ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS
a. Deus é Santo, exaltado sobre tudo, inteiramente separado de todo o mal e
tudo que conspurca Lv 11:44 (Ex 15:11; Lv 11:43-45; Dt 23:14; Jó 34:10),
absolutamente perfeito, puro e íntegro em Sua natureza e caráter 1Jo 1:5; Sl 99:9
(Is 57:15; Ha 1:13; 1Pe 1:15-16). Aplic. He 12:28-29; 1Pe 1:15-16.
A santidade de Deus é o Seu atributo mais exaltado e destacado, que governa todos
os demais! Is 6:3; Ap 4:8. São santos: o Pai Jo 17:11, o Filho At 3:14 (Is 41:14)
e o Espírito Santo Ef 4:30. Deus odeia o pecado Ha 1:13 (Gn 6:5-6; Dt 25:16;
Pv 6:16-19; 15:9,26); deleita-se naquilo que é santo e reto Pv 15:9
(Lv 19:2; 20:26); não ouve, antes Se separa do pecador Is 59:1-2
(Ef 2:13; Jo 14:6); liberta o piedoso arrependido, fazendo-o frutificar
1Pe 2:24 (Rm 8:1-4; 6:22). A santidade de Deus: revela a negritude de
nosso pecado Jó 42:5-6 (Is 6:5); exige arrependimento + expiação (por sangue!)
antes do perdão He 9:22; 10:19; Ef 1:7 (Cl 1:14); exalta a graça e o amor remidor
de Deus Rm 5:6-8; (Jo 3:16); causa-nos reverência e temor He 12:28-29 (Ex 3:4-6; Is 6:1-3).
a.a. Portanto, Deus é Reto e Justo: É reto no que é e faz (Sl 89:14), e ao impor
lei e exigências retas Sl 145:17 (Ed 9:15; Sl 116:5; Jr 12:1; 17:25;);
É justo por executar as penalidades impostas pelas Suas leis Sf 3:5
(Dt 32:4; Sl 119:137-138). a retidão e justiça de Deus manifestam-se nos
Seus infalíveis: amor à retidão e indignação contra o pecado Sl 11:4-7;
punição dos perversos e injustos Dn 9:12,14 (Gn 6:5,7; Ex 9:23-27; 34:6-7; Sl 5:4-6;
2Co 12:5-6; Ap 16:5-6); perdão ao arrependido-crente 1Jo 1:9 ;
cumprimento de Sua Palavra e Suas promessas aos que Lhe pertencem Ne 9:7-8;
libertação e defesa de Seu povo Sl 103:6 (Sl 129:1-4); recompensa aos justos-em-Cristo
He 6:10 (Jo 6:29; 1Co 3:11-15; 2Tm 4:8; 2Jo 8); propiciação para perdoar o
pecado e justificar aquele que exercer fé no substituto Rm 3:24-26 .
b. Deus é Amor: 1Jo 4:8 (Ef 3:19; 1Jo 4:16); dá-Se (Jo 3:16; Tg 1:15),
desejando, buscando e deleitando-se no melhor interesse das Suas criaturas
Rm 5:8 (Mt 5:44-45; 1Jo 3:16-17; 4:7,8,16).
- Deus ama: Seu Filho Mt 3:17 (Mt 17:5; Lc 20:13; Jo 17:24) (amor original e desde a eternidade);
Aos unidos ao Seu Filho Jo 16:27 (Jo 14:21,23); A cada ser humano Jo 3:16
(1Tm 2:3-4; 2Pe 3:9); aos “mortos no pecado” Rm 5:6-8; (Ez 33:11; Ef 2:4-5);
A Israel Dt 7:7-8; Is 49:15; Jr 31:3; À Igreja Ef 5:25-32; A quem contribui com alegria 2 Co 9:7.
- O amor de Deus se manifesta em: O sacrifício do Seu Filho Jo 3:16 (1Jo 4:9-10);
Levar-nos a arrepender Rm 2:4; Perdoar os arrependidos-crentes Is 55:7;
Guiar e proteger os amados-obedientes Dt 32:9-12 (Dt 33:3,12; Is 48:14,20-21);
Castigar-para-o-bem Seus filhos He 12:6-11 ; Afligir-Se por Seus filhos Is 63:9 (Is 49:15-16).
- Matizes do amor de Deus: infinitos: Deleitar-se-na-aprovação Sf 3:16 (Mt 17:5);
Compadecer-se da aflição Is 63:9; Íntima e profunda afeição Jo 17:23;
Lc 6:35; Is 55:7 (Sl 32:10; 86:5).
b.a. Portanto, Deus é Misericórdia e Graça: É misericordioso ao cancelar as
penalidades merecidas e aliviar os angustiados Sl 103:8 (Dt 4:31; Sl 62:12; 86:15; 103:8-17; 145:8-9; Jn 4:2);
É gracioso ao por amor em ação e conceder bênçãos àqueles que só merecem
o contrário, mas arrependeram-se e creram Ef 2:8-10 (Sl 111:4; 116:5; At 20:24,32;
Rm 3:24; 5:20; 11:6; 2Co 9:14; Tt 2:11; He 4:16; 1Pe 2:3; 4:10; 5:10). Aplic. 1Jo 4:7-8.
-A lei e a graça contrastadas (C. I. Scofield):
A Lei
a Graça
Deus proíbe e exige Ex 20:1-17
Deus roga e concede 2Co 5:18,21
Ministério de condenação Rm 3:19
Ministério de perdão Ef 1:7
Condena Gl 3:10
Redime da condenação Gl 3:13; Dt 21:22-23
Mata Rm 7:9,11
Dá vida, vivifica Jo 10:10
Fecha todas as bocas perante Deus Gl 3:19
Abre os lábios para louvá-lo Rm 10:9-10; Sl 107:2
Põe intransponível distância entre o pecador e Deus Ex 20:18-19
Trás o culpado aos braços de Deus Ef 2:13
“Olho por olho, dente por dente” Ex 21:24
“... a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” Mt 5:39
“Faze, e viverás” Lc 10:28
“Crê, e viverás” Jo 5:24
Condena totalmente o melhor dos homens Fp 3:4-9
Justifica gratuitamente o pior Lc 23:34; Rm 5:6; 1Tm 1:15; 1Co 6:9-11
É um sistema de provação Gl 3:23-25
É um sistema de favor Ef 2:4-5
Apedreja todos os adúlteros Dt 22:21
“Nem eu tampouco te condeno...” Jo 8:1,11 (T. Recebidos!)
A ovelha morre pelo pastor 1Sm 7:9; Lv 4:32
O pastor morre pela ovelha Jo 10:11
- A misericórdia e a graça contrastadas:
a misericórdia
a graça
perdoa
justifica
1Tm 1:13; Rm 3:24 (Ex 34:7)
remove a culpa e a pena
imputa a justiça
Pv 28:13; Rm 4:5
salva da perdição, e do inferno
provê uma nova natureza, o o Céu
Sl 6:4; Ef 2:8-10
liberta
transforma
Lc 10:33,37; Tt 2:11-12 (Ef 4:22-23).
c. Deus é Verdadeiro e Fiel: Dt 7:9; Sl 36:5; 89:1-2; Lm 3:22-23; Jo 17:3; Tt 1:1-2;
He 6:18 // Gn 8:22; Sl 119:90; Cl 1:17 // Js 23:14; 2Sm 7:12-13 // 2Co 10:13 //
Sl 119:75; Hb 12:6 // 1Jo 1:9 // Sl 143:1 // 1Co 1:8-9; 1Ts 5:23-24; 2Ts 3:3 // 1Sm 12:22; 2Tm 2:13.
d. Deus é Luz: 1Jo 1:5,7; 2Co 4:6.
e. Deus é Bom, bondoso: Sl 23:6; 107:8; Rm 2:4.
2.3. AS OBRAS DE DEUS
2.3.1. NA CRIAÇÃO
a. Em Deus foram criadas todas as cousas, visíveis e invisíveis: Cl 1:16.
b. Deus criou os céus e a terra: Gn 1:1; [13]
c. De modo todo especial, Deus criou o homem, Adão, do pó da terra: Gn 2:7.
2.3.2. NA PRESERVAÇÃO (Deus preserva, mantém e sustém tudo que trouxe à existência)
a. NEle tudo subsiste: Cl 1:17.
b. Ele preserva todas as coisas: Os homens e animais Sl 36:6. O caminho dos Seus santos
Pv 2:8. O céu e seus exércitos, a terra, mares, e tudo que neles há Ne 9:6.
2.3.3. NA SUA PROVIDÊNCIA (Deus antevê, guia, dirige e governa todos os eventos
para os Seus santos propósitos): Tudo Sl 103:19. O universo Js 10:12-14 (parou o sol);
Sl 147:16-18. Os animais e plantas Jn 1:17 (a baleia); Mt 6:30,33 (os lírios do campo).
As nações Sl 66; Dn 2:21. O Homem [14] Ex 10:27 (Faraó); Sl 75:7. O crente Sl 4:8;
1Co 10:13 (o escape das provações).
2.4. O DECRETO (CONSELHO) DE DEUS
O decreto (conselho) de Deus é o eterno e infalível propósito ou plano pelo qual
Ele tem declarado fixas todas as coisas.
O decreto de Deus abrange Sua vontade eficaz e Sua vontade permissiva.
Dentro do Seu plano soberano, Deus deu ao homem a liberdade de escolher,
este é responsável por suas decisões (Jz 21:25; At 2:23).
Seu decreto é eterno Sl 33:11. Sábio Sl 104:24. Livre (sem obrigação interna ou externa,
mas em harmonia com Sua natureza) Is 40:13-14 (Sl 135:6). Eficaz (tudo que Deus decretou
acontecerá): Is 14:24,27. Traz glória a Si mesmo Ap 4:11.
Aplic: Podemos descansar no Seu poder e promessas! Rm 8:28-32.
2.4.1. O PLANO DE DEUS EM RELAÇÃO AO UNIVERSO E AOS HOMENS:
O Plano de Deus cobre tudo e todos: Sl 46:10; 119:89-91; Is 14:26-27; 46:10-11; Dn 4:35.
Cobre nossa salvação Ef 1:4,5,9,11; Os tempos e limites da habitação da raça humana
At 17:26; A extensão da vida humana Jó 14:5,14; Sl 139:16; As boas obras do crente
Ef 2:10; Fp 2:12-13; O mal que Deus torna em bem Gn 50:20; O Reino de Cristo Sl 2:6-8; Mt 25:34.
2.4.2. O PROPÓSITO DE DEUS EM RELAÇÃO À REDENÇÃO
2.5. DEUS O PAI
a. Os relacionamentos como Pai. [Em ordem crescente,] Deus o Pai é o:
-Pai da Criação: somos geração dEle At 17:29; Ml 2:10; tudo é dEle e para Ele existimos 1Co 8:6.
-Pai de Israel: Seu primogênito Ex 4:22; por Ele adquirido e estabelecido Dt 32:6.
-Pai dos Redimidos: Jo 1:12; Gl 3:26; 1Jo 3:1-2; abençoando-os com todo tipo de bênção espiritual Ef 1:3-6.
-Pai de Jesus Cristo, O tendo chamado Filho amado Mt 3:17, ressuscitado e assentando à Sua direita Ef 1:20.
b. As obras do Pai . Ele é o: Autor do Decreto: Sl 2:7. Autor da Eleição: Ef 1:4.
Enviador do Filho: Jo 8:18. Disciplinador dos Seus filhos: He 12:10
[1]- A possibilidade da Teologia decorre: Da revelação (geral e especial) de Deus
(ver capítulo Bibliologia); e das qualidades mentais (i.é....) e espirituais (i.é....)
que Deus doou ao homem.
- O vasto país da Teologia divide-se em 4 grandes regiões:
a. Teologia Exégetica: Estuda detida comparativa e profundamente cada sentença
de cada verso da Bíblia. Inclui Hermenêutica, Linguagens Bíblicas, Arquelogia, etc.
b. Teologia Histórica: Estuda a origem, desenvolvimento, difusão e atual estado
da religião verdadeira, e das falsas. Inclui História da Bíblia, História [de grupos]
de Igrejas, H. das Missões, H. das Doutrinas, etc. Pode ajudar à Teologia Exegética.
c. Teologia Sistemática: A rainha das disciplinas. Sistematiza os resultados da
sã Teologia Exegética. Inclui Apologética, Polêmica, Ética Bíblica, etc.
d. Teologia Prática: Aplica os resultados das outras 3 teologias à regeneração,
santificação, edificação e o servir dos homens. Inclui Homilética, Organização
e Administração de Igrejas, Evangelismo, Missões, Educação Cristã, etc.
[2] Estudemos esta seção objetivando conhecer o que a razão humana diria,
se fosse convertida e sadia; e, também, o que diz, sendo falha.
Estudemos tudo à luz de 1Co 1:21 (1Co 2:6-8).
[3] Deus é espírito, porisso não devemos esperar “provas científicas” de
Sua existência e natureza. Assim, apresentaremos “apenas” evidências
enormemente corroborativas, para que Ele seja aceito pela fé e pela mente espiritual.
O peso destas evidências acumula-se sinergisticamente: uma delas, sozinha,
pode ser insuficiente, mas o peso de todos elas, juntas, é esmagador.
[4] 2.1.2. Vãs filosofias e cultos: POSIÇÕES ANORMAIS E PECAMINOSAS SOBRE DEUS:
a. ATEÍSMO: Há 3 tipos de ateus: Ateu dogmático: “Deus não existe, não quero
nem considerar o assunto”; Ateu na prática: “talvez Deus exista..., mas toda religião
é fraude...., viverei ignorando o assunto”; Ateu virtual: “Sim, acredito em Deus,
mas é impessoal, é a força da....”
- O ateu é: Tremendamente infeliz Is 57: 20 ou 21; Contrário à sua própria natureza
(o ateu virtual testifica disso, ao adotar uma abstração tentando satisfazer sua natureza),
portanto instável; Extremamente arrogante Sl 10:4. Dogmatizar que Deus não existe
é clamar ter o conhecimento de todas as coisas, inteligências, espaços e tempos!
b. AGNOSTICISMO: “Não sei se Deus existe, ninguém pode estar certo de nada,
especialmente de Deus, logo viverei ignorando o assunto”. O agnóstico também
é tremendamente infeliz, instável e arrogante (a humildade de “somente reconheço
humilde e mais lucidamente que todos, que ninguém pode saber se Deus existe” é falsa,
é arrogante “não me dobrarei a reconhecer as conclusivas evidências de Deus”).
c. PANTEÍSMO (= Monismo): “Deus é tudo e tudo é Deus; todas as coisas são
meros aspectos, modificações ou partes de Deus”. Os 5 principais tipos de panteísmo são:
-Materialismo Panteístico: “Deus é o universo; este é impessoal e só material,
é eterno e vida gera-se espontaneamente.” Isto viola a 2a. lei da Termodinâmica,
todos os fatos científicos.
-Hilozoísmo ou Panpsiquismo: “Cada partícula de matéria tem um princípio de vida,
uma pequenina alma-mente [para muitos, a realidade final]. Deus é só um nome
para a alma-mente do universo.”
-Neutralismo: “Só existe uma substância neutra, que é aparente ora como matéria,
ora como mente. Deus é só um nome para a totalidade dessa substância.”
-Idealismo: “A realidade final é: a) minha mente [então o universo só existe
na minha mente, só eu existo!]; ou b) uma mente infinita, que pode ser impessoal ou pessoal.”
-Misticismo filosófico: “Após muito esforço místico-moral... (Oh o nirvana!),
descubro que eu e Deus, o universo inteiro, somos um só. Desaparece a noção
de ‘eu e os outros’, ‘interior e exterior’, etc. Todos e tudo somos um.”
Panteísmo é inaceitável porque:
-Viola os argumentos de causa-e-efeito, vistos acima;
-É determinístico, enquanto que nossa consciência grita que somos livres e
responsáveis pelos nossos atos (porisso punimos criminosos...);
-Destroi as bases da moral, implicando que não existe pecado, errado,
condenação, etc., violando nossa consciência (Rm 2:15). Crer que Deus
[também] é mau foi que levou pagãos a honrarem o mal!
-Torna religião impossível: se eu sou Deus, como adorar e servir a mim mesmo?!...
-Deífica e envaidece o homem, tornando-o [parte de] Deus.
-Contraria a realidade concreta: o universo que não se auto-mantém tem
que ter tido um início; ferro não demonstra nenhuma vida nem alma;
não há pensamento sem pensador; etc.
d. POLITEÍSMO: violenta a razão: como poderiam existir 2 deuses todo-poderosos?
Como poderiam cada um ser a origem, o mantenedor e o fim de todas as outras coisas?...
A única explicação para o politeísmo é a de Rm 1:22-24 (1:18-32).
e. DUALISMO: “O mal só tem 2 explicações alternativas: o bem (Deus) e o mal são co-eternos
e Deus não quer/pode eliminar o mal; ou Deus é/criou/cria o mal. Em ambos os casos,
só podemos torcer para que Deus evolua e domine/elimine o mal.” Explicar o mal não é fácil,
mas a solução não é o dualismo ...; que coração confiaria em (e se satisfaria com) tal deus?
Como ter certeza de seu triunfo final? -- A solução é o que a Bíblia ensina!...
f. DEÍSMO: “Deus ‘deu a partida’ em tudo e retirou-se para não mais interferir.”
Um deus desses não satisfaz o coração mais que nenhum deus existindo! Deísmo não
pode explicar as profecias e fatos científicos na Bíblia, nem os milagres testemunhados,
nem as respostas a orações.
NOTA SOBRE “REJEIÇÕES INTELECTUAIS DO CRISTIANISMO”: Elas não devem
ser [sempre] encaradas como problemas intelectuais legítimos, pois [quase] sempre
não passam de pretextos cujas bases são: a verdadeira mensagem da Bíblia é
desconhecida/rejeitada (por causa de influências/doutrinações, quer sejam externas
ou autoimpostas [em esperança de escape de Rm 1:18-20]); orgulho Sl 10:4;
Jo 5:40-44; amargura e revolta; impureza moral.
-Um bom caminho: “Se eu provar (de modo que você não possa replicar)
que a Bíblia é verdadeira, você aceitará Cristo?... Não?... Então fica patente
que o problema está no seu coração, não na Bíblia, não nela não poder
satisfazer sua cabeça!”
-Fujamos de 2 extremos: extremo anti-intelectualismo 1Pe 3:15;
extremo pró-intelectualismo 1Co 1:21 (1Co 1:17-19). Partamos sempre e só da FÉ;
mas usemos a razão e o verdadeiro saber (só para explicar a fé e defendê-la do falso saber).
[5] -“O homem foi criado à imagem de Deus” (Gn 1:26) --> ambos são seres pessoais;
semelhança triúna; semelhança intelectual e moral (1Ts 5:23; Cl 3:10; Ef 4:24).
- “Mãos, pés, olhos, etc. de Deus” (Sl 102:25; Na 1:6; 1Rs 8:24; Jó 34:21; 1Pe 3:12) -->
antropomorfismos (termos da linguagem necessariamente finita e imperfeita do homem,
usados para tentarmos compreender o Infinito).
- “Homens viram a Deus (Gn 32:30; Ex 24:10; 33:18-19,21-23; Jz 13:22; Is 6:7)
e nenhum homem nunca viu nem pode ver a Deus (Ex 33:20; Jo 1:18; Cl 1:15)”-->
Os 1os. versos falam da manifestações de Deus, os 2os. da Sua essência, que
é espírito, invisível. O espiritual pode se manifestar visivelmente Jo 1:32 (Jz 6:34;
At 2:1-4) em teofanias (manifestações temporárias de Deus). O Anjo do Senhor
(diferente de “um anjo do Senhor”) aparece em Gn 16:7-10 (v. 13 identifica-O como o
SENHOR!) (Gn 21:17-18); e em Gn 22:11-12; e em Gn 18:17-23 (19:27; Jo 8:56);
e em Jz 2:1-2. “O Anjo do Senhor” era o Verbo antes da Sua encarnação definitiva
Jz 13:18 + Is 9:6 (Ml 3:1; Jo 8:56), não aparecendo depois dela Mt 1:20 (28:2;
Lc 2:9; At 8:26; 12:7,23).
[6] Vide nota sobre Criacionismo x Teoria da Brecha, na seção sobre as obras de Deus, abaixo.
[7] Refute: o Sabelianismo (= trindade modal = 3 meros modos de manifestação de
1 só pessoa); o Swedenborgianismo (= 1 deus com 3 frações, nenhuma delas deus completo);
o Triteísmo (= 3 deuses, politeismo).
[8] Não há boa ilustração para a Trindade: o espírito, alma e corpo do homem;
as 3 dimensões do espaço; as 3 dimensões LMT da Física; etc.
[9] Refute os teólogos que escreveram: “Deus é Sua própria causa, Sua origem, e Seu criador.”
[10] -“Deus se arrependeu” Jn 3:10 = termos da linguagem necessariamente finita e
imperfeita do homem, usados para tentarmos compreender o Infinito. A nós, parece
que Deus mudou, mas foi Nínive que mudou, Deus apenas, coerente com Seus atributos
imutáveis, não castigou os arrependidos.
-“Se arrependeu o Senhor” Gn 6:6 = explicação similar à acima.
[11] Não confundamos “conhece” com “sempre predestinou e sempre faz acontecer”.
Não confundamos “vontade efetiva” com “vontade permissiva” ( nem esta com “vontade melhor”).
[12] Deus não pode fazer o que é incoerente com Sua natureza (Ele não pode: mentir, pecar, etc.),
nem com a natureza das coisas dentro do Seu plano (Ele não pode fazer:
uma pedra maior que Ele; que o que aconteceu não tenha acontecido; etc.).
[13] A Teoria da Brecha ensina que Gn 1:1 relata a criação original da terra,
habitada pelos anjos durante muitos milhões de anos, quando se formaram
as camadas geológicas, e que, depois da queda de Lúcifer e seus anjos,
Deus tornou a terra “sem forma e vazia”, v.2., daí em diante Gn 1 relatando a REcriação da terra.
A Teoria da Brecha deve ser veementemente rejeitada: 1) Historicamente, ela só
surgiu após o aparecimento e as pressões das teoria da evolução e das camadas
geológicas, para tímidamente achar-lhes uma acomodação teológica. Mas o entendimento
normal e natural de Gn 1 sempre foi que, à altura da criação ainda no seu 1o. dia,
a terra ainda era sem forma e vazia. A prova de que este é o único entendimento normal
e natural é que foi o único, o unanimamente mantido por todos os judeus e cristãos,
sempre, até o recente aparecimento daquelas miseráveis teorias e da podridão do
modernismo teológico, etc. 2) Cientificamente, quando restringimo-nos a fatos
(de experiências e observações diretas, não teorias e suposições!), há muitos fatos
que se alinham com a criação como históricamente entendida do relatado de Gn,
nem um sequer que prove o contrário!... 3) Teologicamente, ao 6o. dia ainda não havia
pecado na criação Gn 1:31, demolindo completamente a T. Brecha! 4) Conclusão:
Há cerca de 6000 a 10000 anos atrás, Deus criou, do nada, tudo que existe Ex 20:11,
em 6 dias literais, ficando a terra e o universo físico plenamente maduros, aparentando
ter bilhões de anos para certas teorias. Os anjos foram criados no 1o. dia, antes de tudo
o físico Jó 38:4-7. Lúcifer e seus anjos caíram (Is 14:12-15; Ez 28:11-19),
depois do 7o. dia [alguns dias? meses? anos?].
Correção aos brechistas: a) “Sem forma e vazia”, de Gn 1:2, não tem que significar
julgamento, mais naturalmente refere-se a espaço sem vida, vazio Jó 26:7; Dt 32:10;
b) “Trevas”, de Gn 1:2, pode ser algo bom (Sl 104:20, 24), aqui é simplesmente a ausência
de luz física; c) hayetha, de Gn 1:2, é traduzido “era” em 258 das 264 ocorrências
no Pentateuco! ver também Jn 3:3; d) “Criou” (bara) de Gn 1:1 e “fez” (asah) de 1:7 são usadas
como sinônimos: 1:21 (bara) +15 (asah); 1:26 (asah) + 27 (bara); e) “Enchei” (male),
de 1:28, mais naturalmente significa encher, não reencher Ex 40:34; 1Rs 18:33; Sl 107:9.
[14] Quanto ao pecado do homem, Deus não tenta ninguém a pecar Tg 1:13;
mas pode: impedir o pecado Gn 20:6 (Abimeleque e Sara); limitá-lo 2Ts 2:6-7
(o mistério da iniquidade); direcioná-lo Gn 50:20 (José); permití-lo At 14:16.
LIDERANÇA
A IGREJA DE HOJE ESTÁ FALIDA
Walter McAlister crê que Igreja sobreviverá, mas de outra forma
Por: Celso de Carvalho e Vinicius Cintra - Redação Creio
Um clamor por mudança, por uma igreja realmente relevante.
Estas foram as opiniões do bispo Walter McAlister, durante o 39º Congresso da Sepal
realizado na última semana em Águas de Lindóia (SP). Convidado do Fórum:
Como a Igreja pode sobreviver ao Século XXI, o bispo que está lançando o livro
Neo Pentecostalismo pela Anno Domini, declarou que ‘no ministério não
há truque ou trocas’ e ‘que a Igreja de hoje está falida’.
Ao lado de Armando Bispo, bispo McAlister lembrou a trajetória de sua família
e de que forma houve a contribuição na história da Igreja Brasileira.
Lembrou trechos que estão no livro ‘História do Neo Pentecostalismo’.
Ele criticou a associação do termo a um determinado tipo de igreja que adota
práticas apócrifas em seus cultos, realiza exorcismos com transmissão pela TV
como forma de se promover, lança mão de métodos mágicos incorporados de outras religiões,
promove um sincretismo claríssimo em suas reuniões, usa meios duvidosos para
arrecadar dinheiro, prega a Teologia da Prosperidade e segue uma linha doutrinária
que Bispo Roberto classificaria de antibíblica.”
Aos pastores aconselhou que ‘no ministério não há truque ou trocas.
“Não há modelo que possamos copiar para manter longevidade da igreja.
A Igreja não precisa de visibilidade, precisa do Espírito Santo salvando.
A Igreja que vai prevalecer é a não institucional”, encerrou.
O Que Torna Possível a Reforma de Uma Igreja?
John Folmar
Plantar igrejas parece ser a obra mais importante em nossos dias.
Mas eu diria que revitalizar igrejas existentes é, igualmente, importante
para a causa do reino. De fato, revitalizar igrejas não saudáveis nos permite
obter duas coisas como resultado de uma única obra. Não somente estabelecemos
uma igreja reformada e vibrante para o evangelho, mas também eliminamos o
testemunho medíocre que havia antes.
Igrejas doentes são, como Mark Dever o afirmou, "forças antimissionárias terrivelmente
eficazes". Elas anunciam à comunidade: isto é o cristianismo! O cristão é assim!
Esses falsos anúncios difamam o evangelho e, na realidade, impedem a evangelização
nas áreas adjacentes. Mas, quando uma igreja é transformada, o evangelho prospera
enquanto a comunidade é confrontada com um genuíno testemunho coletivo a favor de Cristo.
Já testemunhei duas reviravoltas em igrejas: uma em Louisville (Kentucky) e a outra
em Dubai (Emirados Árabes). Em ambos os casos, as igrejas foram completamente
transformadas, desde a pregação até a adoração coletiva, a cultura da igreja e ao impacto
evangelístico na vizinhança. Em ambas as reviravoltas, ainda que eu não possa reivindicar
crédito por nenhuma delas, desfrutei do privilégio de ver pessoalmente a mudança radical de uma igreja.
O que tornou estas reforma de igreja possíveis?
Pregação
A forca impulsionadora que está por trás de qualquer reforma verdadeira será a Palavra de Deus.
À medida que a Palavra manifesta seu poder em uma congregação, ela amolece o solo
endurecido e produz mudança espiritual. Em Dubai, havia membros fiéis que trabalharam
por anos, mas obtiveram poucos resultados. Não eram nutridos consistentemente por sermões
semanais. Tentativas ousadas foram feitas para fortalecer a congregação, mas faltava algo.
No entanto, quando a pregação se tornou consistentemente expositiva e centrada no evangelho,
foi como se alguém jogasse um fósforo acesso em gasolina. O ministério se multiplicou.
Quando a igreja começou a mudar, um membro antigo comparou a pregação com um fogo
de artilharia semanal. O bater constante da Palavra amoleceu a oposição e abriu caminhos
para que um ministério mais frutífero acontecesse em todo o corpo de membros.
O púlpito tem de liderar um esforço de reforma de uma igreja. E isso implica em pregação
expositiva com ênfase no evangelho e aplicação criteriosa à vida da igreja, especialmente
àquelas áreas que precisam de mudança. Se o púlpito não estiver firmemente por trás deste
esforço, os reformadores talvez estejam desperdiçando seu tempo. É melhor mudar para
um lugar onde a Palavra já está sendo pregada corretamente e perceber como aquele
ministério pode ser apoiado.
Providência
Igrejas moribundas serão vivificadas somente se Deus estiver em ação ali. Anos atrás,
em Louisville, uni-me a uma igreja velha cujo ministério definhava por várias razões.
Pessoas velhas predominavam na igreja, muitas delas ministrando com fidelidade,
mas sem liderança pastoral. Os mais novos tinham desertado da igreja havia muito tempo;
e eu podia entender o motivo. Além da lealdade familiar, poucas coisas os mantinham ali.
A pregação consistia principalmente de histórias rústicas sem qualquer exposição bíblica séria.
A igreja era mais norteada pela cultura do que pela teologia. E a cultura contemporânea
se mudara para lá.
Na providencia de Deus, havia outra igreja nas proximidades (uma igreja que se reunia numa escola).
Nesta o evangelho era proclamado com clareza. Esta igreja mais nova tinha vida, energia e sã doutrina,
mas não tinha raízes na comunidade, nem prédios. A solução óbvia era unir as duas congregações.
Inicialmente, a ideia de unir as duas igrejas foi rejeitada pela igreja mais velha e necessitada.
Eles eram muito diferentes na teologia, na música, na cultura e em outros aspectos. Mas Deus
começou a remover soberanamente os oponentes da união e mudou aos poucos o coração das
pessoas, para que a nova igreja surgisse. Como noite e dia – de oposição rígida para aprovação
quase unânime da congregação –, em sua providência Deus cuidou para que uma nova obra
começasse ali, em Louisville, uma igreja que continua vibrante e unida até hoje.
Há muitas forças dispostas contra a reviravolta de uma igreja local, que nunca acontecerá se
Deus não a fizer acontecer. O cuidado providencial de Deus é essencial à reforma da igreja;
é por isso que a oração é crucial.
Companheirismo
Procure não fazer isto sozinho. A reforma da igreja pode ser desgastante, ingrata e desencorajadora.
O tempo para isso não é medido em meses, e sim em anos. E uma reforma espiritual profunda
não é rápida. Deus usa os meios comuns de graça para dar crescimento e mudar seu povo.
Igrejas melindrosas podem se tornar impacientes; e, em tempos difíceis, é bom ter amigos.
Quando comecei a pastorear em Dubai, havia um presbítero que pensava como eu e me
encorajou bastante quando os tempos se tornaram árduos. Ele era perito em identificar
evidências de graça, mesmo quando eu prosseguia com dificuldade em meio aos meus
erros pastorais e às interrupções inevitáveis que acompanham a reforma da igreja.
Quando elementos cruciais da reforma estavam em perigo, ele estava lá para dar ajuda
na hora certa. Se possível, compartilhe com outros antes de atirar-se impetuosamente
numa situação de reforma. Não vá sozinho.
Valorize o identificar homens que respondem ao ministério e integre sua vida à deles.
Considere isto uma prioridade fundamental: treinar homens da congregação que um
dia serão presbíteros e companheiros no ministério.
Paciência
Quantos pastores já foram demitidos porque introduziram mudanças antes que a igreja
estivesse pronta? Quantos esforços de reforma já estiveram em perigo por conta da impaciência
dos líderes que, talvez, sabiam a coisa certa a fazer, mas falharam em gastar tempo ensinando,
orando e servindo as pessoas, para que ganhassem sua confiança e as convencessem dos pontos
que necessitavam de reforma? Lembre a exortação de Paulo a Timóteo: "Corrige, repreende,
exorta com toda a longanimidade e doutrina" (2 Tm 4.2). Somente porque você sabe quais são
os problemas, isso não significa que eles devem ser resolvidos imediatamente.
Quando comecei a pastorear em Dubai, alguém me lembrou proveitosamente que a igreja não
era "minha". Em outras palavras, as pessoas que estavam ali e seu estado de maturidade
espiritual eram o fruto do ministério de outro pastor, e não de meu próprio ministério.
Eu não podia chegar e esperar que a igreja adotasse imediatamente as minhas opiniões
sobre a vida da igreja e o ministério. Isto me deixou livre para servir com alegria as pessoas
que nem sempre compartilhavam de minhas convicções sobre a Bíblia ou sobre o ministério.
Mas, depois de poucos anos, o quadro começou a mudar.
Adote uma perspectiva de longo prazo no que diz respeito à reforma da igreja. Ajuda-nos
ter um horizonte de tempo de dez a vinte anos. Com uma perspectiva de longo prazo,
podemos priorizar mais pacientemente as áreas da vida da igreja que necessitam de mudança.
Podemos agir mais alegremente em um ambiente de ministério imperfeito quando pedimos
às pessoas que tolerem as nossas fraquezas pessoais.
No entanto, existem duas coisas que um pastor pode mudar de imediato, ao chegar em
uma nova igreja: a pregação e a recepção de membros na igreja. Num dia, você pode exaltar
a autoridade das Escrituras pela maneira como você prega, extraindo os pontos explicitamente
do próprio texto bíblico e mostrando que você se rege por ele. Segundo, você pode começar
imediatamente a fazer entrevistas com os novos membros, quando eles chegam. Desta maneira, você pode:
Assegurar-se, no melhor de sua habilidade, de que eles são crentes genuínos;
Assegurar-se de que eles podem articular o evangelho;
Definir suas expectativas quanto ao membros da igreja;
Começar a estabelecer um relacionamento pastoral com os novos membros que estão chegando,
um relacionamento que no decorrer do tempo afetará a complexão da igreja como um todo.
Poucas coisas são melhores do que ver pessoalmente uma reforma na igreja
Em conclusão, há poucas coisas que são melhores do que ver uma mudança na igreja,
de igreja fraca e irrelevante para igreja vibrante e bíblica. A única maneira como isso pode
ocorrer é pela pregação correta da Palavra de Deus. Contudo, alguns esforços de reforma
fracassam apesar da fidelidade no púlpito; o Senhor tem de estar em ação para mudar o
rumo das coisas. É provável que você seja bem sucedido a longo prazo se tiver alguns irmãos
que labutam com você na obra. No entanto, mesmo com todas essas coisas, você tem de adotar
a abordagem de longo prazo para a reforma da igreja. "Sede, pois, irmãos, pacientes,
até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra,
até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o
vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima" (Tg 5.7-8).
O Que Torna Possível a Reforma de Uma Igreja?
John Folmar
Plantar igrejas parece ser a obra mais importante em nossos dias.
Mas eu diria que revitalizar igrejas existentes é, igualmente, importante
para a causa do reino. De fato, revitalizar igrejas não saudáveis nos permite
obter duas coisas como resultado de uma única obra. Não somente estabelecemos
uma igreja reformada e vibrante para o evangelho, mas também eliminamos o
testemunho medíocre que havia antes.
Igrejas doentes são, como Mark Dever o afirmou, "forças antimissionárias terrivelmente
eficazes". Elas anunciam à comunidade: isto é o cristianismo! O cristão é assim!
Esses falsos anúncios difamam o evangelho e, na realidade, impedem a evangelização
nas áreas adjacentes. Mas, quando uma igreja é transformada, o evangelho prospera
enquanto a comunidade é confrontada com um genuíno testemunho coletivo a favor de Cristo.
Já testemunhei duas reviravoltas em igrejas: uma em Louisville (Kentucky) e a outra
em Dubai (Emirados Árabes). Em ambos os casos, as igrejas foram completamente
transformadas, desde a pregação até a adoração coletiva, a cultura da igreja e ao impacto
evangelístico na vizinhança. Em ambas as reviravoltas, ainda que eu não possa reivindicar
crédito por nenhuma delas, desfrutei do privilégio de ver pessoalmente a mudança radical de uma igreja.
O que tornou estas reforma de igreja possíveis?
Pregação
A forca impulsionadora que está por trás de qualquer reforma verdadeira será a Palavra de Deus.
À medida que a Palavra manifesta seu poder em uma congregação, ela amolece o solo
endurecido e produz mudança espiritual. Em Dubai, havia membros fiéis que trabalharam
por anos, mas obtiveram poucos resultados. Não eram nutridos consistentemente por sermões
semanais. Tentativas ousadas foram feitas para fortalecer a congregação, mas faltava algo.
No entanto, quando a pregação se tornou consistentemente expositiva e centrada no evangelho,
foi como se alguém jogasse um fósforo acesso em gasolina. O ministério se multiplicou.
Quando a igreja começou a mudar, um membro antigo comparou a pregação com um fogo
de artilharia semanal. O bater constante da Palavra amoleceu a oposição e abriu caminhos
para que um ministério mais frutífero acontecesse em todo o corpo de membros.
O púlpito tem de liderar um esforço de reforma de uma igreja. E isso implica em pregação
expositiva com ênfase no evangelho e aplicação criteriosa à vida da igreja, especialmente
àquelas áreas que precisam de mudança. Se o púlpito não estiver firmemente por trás deste
esforço, os reformadores talvez estejam desperdiçando seu tempo. É melhor mudar para
um lugar onde a Palavra já está sendo pregada corretamente e perceber como aquele
ministério pode ser apoiado.
Providência
Igrejas moribundas serão vivificadas somente se Deus estiver em ação ali. Anos atrás,
em Louisville, uni-me a uma igreja velha cujo ministério definhava por várias razões.
Pessoas velhas predominavam na igreja, muitas delas ministrando com fidelidade,
mas sem liderança pastoral. Os mais novos tinham desertado da igreja havia muito tempo;
e eu podia entender o motivo. Além da lealdade familiar, poucas coisas os mantinham ali.
A pregação consistia principalmente de histórias rústicas sem qualquer exposição bíblica séria.
A igreja era mais norteada pela cultura do que pela teologia. E a cultura contemporânea
se mudara para lá.
Na providencia de Deus, havia outra igreja nas proximidades (uma igreja que se reunia numa escola).
Nesta o evangelho era proclamado com clareza. Esta igreja mais nova tinha vida, energia e sã doutrina,
mas não tinha raízes na comunidade, nem prédios. A solução óbvia era unir as duas congregações.
Inicialmente, a ideia de unir as duas igrejas foi rejeitada pela igreja mais velha e necessitada.
Eles eram muito diferentes na teologia, na música, na cultura e em outros aspectos. Mas Deus
começou a remover soberanamente os oponentes da união e mudou aos poucos o coração das
pessoas, para que a nova igreja surgisse. Como noite e dia – de oposição rígida para aprovação
quase unânime da congregação –, em sua providência Deus cuidou para que uma nova obra
começasse ali, em Louisville, uma igreja que continua vibrante e unida até hoje.
Há muitas forças dispostas contra a reviravolta de uma igreja local, que nunca acontecerá se
Deus não a fizer acontecer. O cuidado providencial de Deus é essencial à reforma da igreja;
é por isso que a oração é crucial.
Companheirismo
Procure não fazer isto sozinho. A reforma da igreja pode ser desgastante, ingrata e desencorajadora.
O tempo para isso não é medido em meses, e sim em anos. E uma reforma espiritual profunda
não é rápida. Deus usa os meios comuns de graça para dar crescimento e mudar seu povo.
Igrejas melindrosas podem se tornar impacientes; e, em tempos difíceis, é bom ter amigos.
Quando comecei a pastorear em Dubai, havia um presbítero que pensava como eu e me
encorajou bastante quando os tempos se tornaram árduos. Ele era perito em identificar
evidências de graça, mesmo quando eu prosseguia com dificuldade em meio aos meus
erros pastorais e às interrupções inevitáveis que acompanham a reforma da igreja.
Quando elementos cruciais da reforma estavam em perigo, ele estava lá para dar ajuda
na hora certa. Se possível, compartilhe com outros antes de atirar-se impetuosamente
numa situação de reforma. Não vá sozinho.
Valorize o identificar homens que respondem ao ministério e integre sua vida à deles.
Considere isto uma prioridade fundamental: treinar homens da congregação que um
dia serão presbíteros e companheiros no ministério.
Paciência
Quantos pastores já foram demitidos porque introduziram mudanças antes que a igreja
estivesse pronta? Quantos esforços de reforma já estiveram em perigo por conta da impaciência
dos líderes que, talvez, sabiam a coisa certa a fazer, mas falharam em gastar tempo ensinando,
orando e servindo as pessoas, para que ganhassem sua confiança e as convencessem dos pontos
que necessitavam de reforma? Lembre a exortação de Paulo a Timóteo: "Corrige, repreende,
exorta com toda a longanimidade e doutrina" (2 Tm 4.2). Somente porque você sabe quais são
os problemas, isso não significa que eles devem ser resolvidos imediatamente.
Quando comecei a pastorear em Dubai, alguém me lembrou proveitosamente que a igreja não
era "minha". Em outras palavras, as pessoas que estavam ali e seu estado de maturidade
espiritual eram o fruto do ministério de outro pastor, e não de meu próprio ministério.
Eu não podia chegar e esperar que a igreja adotasse imediatamente as minhas opiniões
sobre a vida da igreja e o ministério. Isto me deixou livre para servir com alegria as pessoas
que nem sempre compartilhavam de minhas convicções sobre a Bíblia ou sobre o ministério.
Mas, depois de poucos anos, o quadro começou a mudar.
Adote uma perspectiva de longo prazo no que diz respeito à reforma da igreja. Ajuda-nos
ter um horizonte de tempo de dez a vinte anos. Com uma perspectiva de longo prazo,
podemos priorizar mais pacientemente as áreas da vida da igreja que necessitam de mudança.
Podemos agir mais alegremente em um ambiente de ministério imperfeito quando pedimos
às pessoas que tolerem as nossas fraquezas pessoais.
No entanto, existem duas coisas que um pastor pode mudar de imediato, ao chegar em
uma nova igreja: a pregação e a recepção de membros na igreja. Num dia, você pode exaltar
a autoridade das Escrituras pela maneira como você prega, extraindo os pontos explicitamente
do próprio texto bíblico e mostrando que você se rege por ele. Segundo, você pode começar
imediatamente a fazer entrevistas com os novos membros, quando eles chegam. Desta maneira, você pode:
Assegurar-se, no melhor de sua habilidade, de que eles são crentes genuínos;
Assegurar-se de que eles podem articular o evangelho;
Definir suas expectativas quanto ao membros da igreja;
Começar a estabelecer um relacionamento pastoral com os novos membros que estão chegando,
um relacionamento que no decorrer do tempo afetará a complexão da igreja como um todo.
Poucas coisas são melhores do que ver pessoalmente uma reforma na igreja
Em conclusão, há poucas coisas que são melhores do que ver uma mudança na igreja,
de igreja fraca e irrelevante para igreja vibrante e bíblica. A única maneira como isso pode
ocorrer é pela pregação correta da Palavra de Deus. Contudo, alguns esforços de reforma
fracassam apesar da fidelidade no púlpito; o Senhor tem de estar em ação para mudar o
rumo das coisas. É provável que você seja bem sucedido a longo prazo se tiver alguns irmãos
que labutam com você na obra. No entanto, mesmo com todas essas coisas, você tem de adotar
a abordagem de longo prazo para a reforma da igreja. "Sede, pois, irmãos, pacientes,
até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra,
até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o
vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima" (Tg 5.7-8).
A Explosão do Universo
Pr. Airton Evangelista da Costa
A TEORIA DA EXPLOSÃO CÓSMICA, que teria ocorrido entre 10 a 20 bilhões de anos,
concentra-se no que ocorreu a partir de um bilionésimo segundo após o Big Bang. Físicos
e cosmólogos não sabem explicar, ou não explicam de modo convincente, a situação do Universo
“antes” da fantástica explosão. Textos extraídos da internet demonstram que:
“Algumas teorias sugerem que nosso Universo é parte de uma infinidade de Universos
(chamados `multiversos´) que estão sendo criados continuamente. Isto é possível, mas muito mais
difícil provar”.
“Na verdade, a teoria do Big Bang, não diz que o Universo se originou de uma explosão propriamente
dita,porque a ocorrência de uma explosão pressupõe a existência de alguma coisa anterior que
explodiu em um meio preexistente. E, no caso do Universo, tudo o que existe surgiu desse ponto
inicial. É difícil compreender e admitir que tudo surgisse do nada, por isso que até hoje ninguém
conseguiu uma explicação racional que explicasse o que havia antes do Big Bang. As leis da física
moderna não são capazes de explicar o que ocorre em um ponto onde a temperatura e a densidade
são possivelmente infinitas em um volume igual a zero. Nem a Teoria da Relatividade Geral,que foi
uma das bases para a formulação da teoria do Big Bang, consegue explicar a existência de algo
antes mesmo de haver tempo”. Fonte da informação: (http://www.infoescola.com/cosmologia/big-bang/).
“Teoria é uma tentativa de explicar. "Segundo a teoria do BIG BANG, o Universo nasceu numa
explosão colossal há 15 bilhões de anos. Esta teoria, no entanto, não explica o que ocorreu antes
do Big Bang, nem onde ele surgiu.
E é aí que entra a Teoria do UNIVERSO INFLACIONÁRIO. Da qual um dos formuladores é o físico
russo Andrei LINDE, um dos mais importantes físicos da atualidade. Faz parte de uma elite de
cérebros preocupada em investigar a origem do universo e seu destino final. Em 1983, quando
Andrei Linde trabalhava em Moscou no renomado Instituto Lebedev de Física e formulou uma nova e revolucionária.
teoria,
A DA EXPANSÃO INFLACIONÁRIA DO UNIVERSO.
Segundo o físico russo, não existiu apenas um, MAS INFINITOS BIG BANGs, e cada um formou um
UNIVERSO BOLHA, como este onde existem a Via Láctea, o Sol e o planeta Terra (onde surgiu a
ameba primitiva que evoluiu até chegar ao cérebro do homem)”.
Sobre o antes da Explosão, é dito que “Até então, havia uma mistura de partículas subatômicas
(qharks, elétrons, neutrinos e suas partículas) que se moviam em todos os sentidos com velocidades
próximas à da luz. As primeiras partículas pesadas,prótons e nêutrons, associaram-se para formarem
os núcleos de átomos leves, como hidrogênio, hélio e lítio, que estão entre os principais elementos
químicos do universo”.
A teoria da Grande Explosão apresenta uma causa causada. A explosão teria ocorrido a partir de
matéria preexistente.
O próprio nome “explosão” sugere a preexistência de matéria que possibilite a explosão. É o óbvio.
A tentativa da teoria do Big Bang é demonstrar acontecimentos posteriores à formação de elementos
químicos que já existiam. Como esses elementos surgiram no nada absoluto? Desenvolveram-se a
partir de geração espontânea? Como surgiram os quarks, elétrons, neutrinos, prótons, nêutrons,
hidrogênio, hélio e lítio – primeiros elementos químicos do universo?
Antes do Big Bang, dizem, os elementos do Universo, como acima, estavam compactados num único
ponto.Cento e dez bilhões de galáxias com seus trilhões de estrelas tiveram início, dizem, a partir de
sucessivas explosões. E o universo se expandiu. Houve, portanto, uma etapa anterior, um estágio,
segundo a teoria cosmológica, em que o Universo era extremamente quente e denso. “A teoria do
Big Bang não pode e não fornece qualquer explicação para essa condição inicial, mas sim, que ela
descreve e explica a evolução geral do Universo desde aquele instante”.
No afã de descobrir os insondáveis mistérios do Universo, os cientistas se deparam com uma
muralha intransponível.É louvável a iniciativa dos homens de buscar respostas para suas indagações.
Mas lembremo-nos de que nem ao menos descobrimos a plenitude das funções do nosso cérebro,
com cerca de apenas vinte centímetros de diâmetro, onde se alojam 100 bilhões de neurônios.
Os complicados sistemas que sustentam o corpo humano continuam desafiando a inteligência dos
pesquisadores. Nem é preciso dizer, por ser óbvio, que o Universo é um sistema infinitamente maior.
Enquanto nosso cérebro possui 100 bilhões de neurônios, o Universo apresenta os seguintes números: 1500 a 2500 bilhões de galáxias e mais de 100 trilhões de bilhões de estrelas.
Não há outra saída senão aceitar que a infinitude do Universo não cabe na finitude da inteligência
humana, a não ser que aceitemos a verdade que se impõe: uma Causa não causada, isto é, Deus,
é o Criador de tudo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). “Os céus declaram a glória
de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1).
As Armas de Nossa Milícia
Jamais teríamos condições de conhecer os ardis do nosso adversário, sua astúcia e forma de
combate.
Mas Deus sabe como ele trabalha e o que devemos fazer para destruir seus dardos inflamados.
TODA E QUALQUER ESTRATÉGIA MILITAR para uma guerra, ainda que de pequena dimensão,
inclui o conhecimento do poder de fogo do adversário. Disso depende o êxito da empreitada.
Faz-se necessário também conhecer de antemão os pontos fracos e fortes do inimigo. As nações
mais poderosas do planeta usam satélites espiões que informam qualquer movimento do adversário.
Com isso, avaliam a conveniência de atacar pelos flancos, pela direita, pela esquerda, pelos ares,
por terra ou pelas águas. Se o inimigo possui lançadores de mísseis de longo alcance, urge que essas
fortalezas sejam destruídas logo no início do combate. O aparato bélico precisa ser mortífero,
com poder de destruição superior ao do inimigo. A estratégia nas guerrilhas urbanas não pode ser
diferente. Assassinos dispostos a matar ou morrer, munidos de AR-15, não podem ser enfrentados
com policiais armados com revólveres 38.
A Igreja de Cristo trava uma batalha constante contra o diabo, nosso adversário invisível e poderoso:
“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão,
buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). A sobriedade (sóbrio = grego sõphrõn) diz respeito ao
autodomínio, equilíbrio, mente sã.
A batalha está deflagrada desde o princípio. Não há como fugir a essa realidade. A partir do
momento em que nos alistamos como soldados de Cristo, assumimos a posição de combate e de
firme resistência. O adversário “busca a quem possa tragar”.
Os leões, por instinto, possuem uma estratégia para atacar uma manada. Espreitam aquela caça
desprevenida, descuidada, menos atenta, mais afastada do rebanho. E atacam com fúria e certeza
de sucesso. O diabo busca as presas mais vulneráveis. Jamais teríamos condições de conhecer os
ardis do nosso adversário, sua astúcia e forma de combate. Mas Deus sabe como ele trabalha e o
que devemos fazer para destruir seus mísseis incendiários.
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do
diabo” (Ef 6.11). Ele age com astúcia, isto é, pela força do engano, como hábil enganador.
A armadura precisa ser completa:“toda a armadura”. Não apenas uma parte dela. Um soldado não
enfrenta um bandido armado apenas com o cassetete,ou apenas com uma arma de fogo. Deve usar
a armadura no seu todo, como faziam os antigos soldados romanos.
É assim que Deus quer que façamos. O inimigo é perigoso. Não fosse, Deus não nos faria advertência
tão cuidadosa.“Porque não temos que lutar contra carne e sangue; mas, sim, contra os principados,
contra as potestades,contra os príncipes as trevas deste século, contra as hostes espirituais da
maldade, nos lugares celestiais” (v.12).
A nossa luta não é contra pessoas visíveis. Seria até mais fácil. O conflito espiritual é contra Satanás
e uma multidão de espíritos malignos. Estamos engajados nessa luta.
“Porque as armas de nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição
das fortalezas” (2 Co 10.4).
A nossa vitória foi obtida na cruz, pelo próprio Cristo, que nos redimiu do domínio do maligno.
Porém, trava-se dentro de nós uma luta contra os desejos corruptos, os prazeres ímpios do mundo,
as tentações e contra as forças do mal.
Deus nos indica a estratégia que devemos seguir. Precisamos estar com a verdade e a justiça; ter a
fé como escudo para apagar “os dardos inflamados do inimigo”; usar a “espada do Espírito, que é a
palavra de Deus”, vigiando e orando. (Ef 6.14-18).
Temos nessa relação armas de defesa e de ataque. A espada, simbolizando a Palavra, é arma de
ataque e de defesa.
No deserto, Satanás usou da palavra para tentar dobrar Jesus. Com a mesma Palavra, Jesus rebateu
e o expulsou de sua presença (Mt 4.1-10). Portanto, convém que saibamos manejar bem essa
espada. Os soldados conhecem suas armas por dentro e por fora: “Procura apresentar-te a Deus
aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar,que maneja bem a palavra da verdade”
(2 Tm 2.15).
O poder das trevas é constituído de uma multidão muito bem organizada. É o império do mal com
suas categorias e ordens. Cristo nos livrou desse poder, “em que noutro tempo andastes, segundo o
curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos
da desobediência” (Ef 2.2).
Cristo outorgou poderes à Igreja para em Seu nome expulsar demônios (Mc 16.17). Agimos por
procuração.
O poder está no outorgante. Para os que crêem, o nome de Jesus tem efeito devastador; é como
uma bomba lançada sobre as hostes inimigas. Agimos como soldados sob as ordens do Leão da
Tribo de Judá, o Senhor dos senhores:
“Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3). Como soldados,
estamos dispostos a sofrer, a enfrentar adversidades; a viver uma vida de renúncia, de rígida
disciplina e de árduo trabalho. Não há como retroceder. Só os fracos fogem à luta.
Querubins (plural de querubim) são seres angelicais do reino celestial.
Eles são sempre associados com a santidade de Deus. Quando Adão pecou, Deus
colocou querubins na entrada do Jardim do Éden para guardar o caminho para a Árvore da Vida.
Eles representam o justo governo de Deus, e são executores da justiça de Deus e dos seus santos
julgamentos. Os Querubins são revelados por Ezequiel no capítulo 1:5-10 como quatro seres
viventes, cada um tendo 4 diferentes faces, a face de um homem, leão, boi, e águia.
'O Querubim'
Querubins (plural de querubim) são seres angelicais espirituais do reino celestial.
Eles são sempre associados com a santidade de Deus. Quando Adão pecou, Deus colocou
querubins na entrada do Jardim do Éden para guardar o caminho para a Árvore da
Vida.
- Eles representam o governo justo de Deus, e são os executores da justiça de Deus.
Gen 3:22-24 .."Então disse o SENHOR Deus: ..Eis que o homem é como um de nós, sabendo
o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da
vida, e coma e viva eternamente; o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim
do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o
homem, pôs querubins ao oriente do jardim .do Éden, e uma espada inflamada que
andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida."
A sua representação no tecido, ao redor e acima do Santo dos Santos, salienta a justiça de Deus,
e aqueles que O servem em perfeita santidade.
- Ezequiel dá uma descrição dos querubins em sua visão:
Ez 1:4-14 " Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem,
com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia
uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo. E do meio dela saía
a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a
semelhança de homem. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles
quatro asas. E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a
planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de bronze polido. E tinham mãos
de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham
seus rostos e suas asas. Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam
quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente. E a semelhança dos
seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham
rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também
tinham rosto de águia todos os quatro. Assim eram os seus rostos. As suas asas
estavam estendidas por cima; cada qual tinha duas asas juntas uma a outra, e
duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava para adiante de si; para onde
o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam. E, quanto à
semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo,
com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres
viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos; E os seres
viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago."
Ez 10:1 " DEPOIS olhei, e eis que no firmamento, que estava por cima da cabeça dos querubins,
apareceu sobre eles uma como pedra de safira,semelhante a forma de um trono."
- João em Apocalipse também relata uma visão dos querubins:
Ap 4:6-8 " E havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal.
E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por
diante e por detrás. E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo
animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de
homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. E os quatro animais
tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios
de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo,
Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.
"
Os dois querubins
Ex 25:18-20 " Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas
extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte, e o outro
querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório, fareis os querubins
nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com
elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas
para o propiciatório."
- Eles representam o juízo de Deus.
- A sua posição indica o juízo de Deus sobre Israel estava desviado por causa do sangue aspergido
no propiciatório.
- Os querubins são revelados por Ezequiel no capítulo 1:5-10 como 4 seres viventes, cada um tendo
4 diferentes faces, a face de um homem, leão, boi, e águia.
Homem- Esta face fala da mente, razão,afeições, e todas as coisas que envolvem a natureza humana.
Leão- O leão sempre foi reconhecido como forte, feroz, e majestoso. Ele é o rei dos animais.
Pv 30:30 "O leão, o mais forte entre os animais, que não foge de nada;"
Pv 20:2 " Como o rugido do leão é o terror do rei; o que o provoca à ira peca contra a sua
própria alma."
Boi- O boi é reconhecido como um animal que trabalha pacientemente para seu dono. Ele é forte,
podendo carregar um urso, e conhece o seu dono.
Pv 14:4 " Não havendo bois o estábulo fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheita."
Sl 144:14 " Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos,
nem saídas, nem gritos nas nossas ruas."
Is 1:3 " O boi conhece o seu possuidor,e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não
tem conhecimento, o meu povo não entende. "
Águia - Como um anjo, este pássaro voa acima das tempestades, enquanto abaixo delas existem
tristezas, perigos, e angústias.Um pássaro ligeiro e poderoso, elegante, incansável.
Pv 30:18-19 "Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço: O caminho da águia
no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem
com uma virgem."
Is 40:31 "Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias;
correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão."
Sl 103:5 " Que farta a tua boca de bens,de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia."
Ex 19:4 " Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos
trouxe a mim;"
Ez 17:3 " E disse: Assim diz o Senhor DEUS: Uma grande águia, de grandes asas, de plumagem
comprida, e cheia de penas de várias cores, veio ao Líbano e levou o mais alto ramo de um cedro."
Os 8:1 " PÕE a trombeta à tua boca. Ele virá como a águia contra a casa do SENHOR, porque
transgrediram a minha aliança, e se rebelaram contra a minha lei."
CONVITE PARA MINISTRAÇÃO DA PALAVRA ENVIAR E MAIL PARA
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Tel. 011-9354-3385 Pastor Reginaldo.









