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RELIGIÃO. Marcha para Jesus reúne fiéis no centro do Rio de Janeiro
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Marcha para Jesus reúne fiéis no centro do Rio de Janeiro Expectativa da organização é
superar público de 200 mil pessoas, registrado em 2011
Marcha para Jesus reúne fiéis no centro do Rio de Janeiro
Expectativa da organização é superar público de 200 mil pessoas, registrado em 2011
Texto:Foto: Luiz Roberto Lima/Futura PressSilas Malafaia:
"Daqui a dois ou três anos a marcha do Rio irá ultrapassar a de São Paulo"
Milhares de pessoas participam neste sábado (19) da Marcha para Jesus,
no centro do Rio de Janeiro. O evento teve início por volta das 14h na Central
do Brasil e seguirá até a Cinelândia, onde um palco está montado em frente à
Câmara dos Vereadores. A expectativa da organização é superar o público de 200 mil pessoas,
alcançado na edição do ano passado.
Leia também: “Tenho pastores que ganham entre R$ 4 e 22 mil", diz Silas Malafaia
Foto: Luiz Roberto Lima/Futura Press
Jovem participa da Marcha para Jesus no Rio
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“Acredito que daqui a dois ou três anos a marcha do Rio irá ultrapassar a de São Paulo,
tomando o posto de maior marcha do Brasil”, avaliou ao iG o pastor Silas Malafaia,
líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que preside o evento religioso.
De acordo com Malafaia, a Marcha para Jesus é baseada em quatro princípios:
em favor da liberdade de expressão, da vida, da liberdade religiosa e da família tradicional.
“Estamos introduzindo nela são as posições que acreditamos. Antigamente ela era apenas
uma marcha profética para abençoar a cidade”, explicou o pastor.
O evento religioso conta com sete trios elétricos e participações de cantores evangélicos,
entre eles, Régis Danese, Eyshila, PG e Ministério Apascentar. Além de Silas Malafaia,
também pregam na marcha os pastores Abner Ferreira, Marco Antônio e Marcus Gregório.
Trânsito
Um esquema especial de tráfego foi implementado no centro do Rio para a realização do evento.
Interdições em algumas das principais vias da região começaram às 4h e permanecerão durante toda a marcha.
Essa operação, segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, conta com a participação
de 120 agentes de trânsito, entre Guardas Municipais e controladores da CET-Rio,
e 90 apoiadores contratados pelos organizadores do evento, que trabalharão para efetuar
os bloqueios viários, manter a fluidez, coibir o estacionamento irregular, ordenar os cruzamentos,
além de orientar pedestres e a chegada e saída de ônibus.
Aos motoristas que não necessitarem passar na região do evento é sugerido que
evitem trafegar na área, utilizando rotas alternativas. No acesso da zona sul até a zona
norte há a opção dos Túneis Rebouças e Santa Bárbara, informa o órgão.
*com informações da Agência Estado
Foto: Luiz Ackermann / Agência O GloboA Marcha para Jesus é em favor da liberdade
de expressão, religiosa, da vida e da família tradicional
Marcha Para Jesus 2012 acontece
dia 14 de julho em São Paulo
Com o tema “Reinando com Cristo”, o maior evento popular do mundo
reunirá milhões de pessoas na Zona Norte de São Paulo
A 20ª edição da Marcha para Jesus promete reunir milhões de pessoas
nas ruas de São Paulo no dia 14 de julho. Considerado o maior evento cristão
e popular do mundo, neste ano o tema será “Reinando com Cristo”.
A marcha sairá do Metrô Tiradentes, às 10h, e seguirá em direção à Praça Heróis
da Força Expedicionária Brasileira, próximo ao Campo de Marte, na zona norte de
São Paulo, onde acontecem os shows.
No local, será montada uma megaestrutura para a apresentação de várias bandas
e grupos da música gospel, como Renascer Praise, Cassiane, Inesquecível,
Asaph Hernandes, Banda DOPA, Mariana Valadão entre outros.
Presidida pelo apóstolo Estevam Hernandes, a Marcha Para Jesus é um evento pacífico
que reúne todas as igrejas cristãs e é aberta a toda a população. “A verdade da Marcha
é que ela representa a união, a comunhão de todos aqueles que acreditam em Jesus Cristo
como filho de Deus e nosso desejo de expressar essa fé!”, afirma o apóstolo.
Todos os anos, pessoas de todas as idades e lugares do Brasil, e até de outros países,
participam do evento em São Paulo.
Evento oficial
A Marcha para Jesus faz parte do calendário oficial do País desde setembro de 2009,
quando a Lei Federal 12.025 foi sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em São Paulo, o evento conta com o apoio da prefeitura de São Paulo, Companhia
de Engenharia de Tráfego (CET), SPTrans, São Paulo Turismo e Policia Militar.
A organização também disponibiliza um ambulatório com mais de 200 profissionais da
área da saúde, divididos entre médicos e enfermeiros, que ficarão de plantão durante todo o evento.
Além disso, preocupada com a acessibilidade de pessoas com deficiências, o evento
terá um local preparado exclusivamente para pessoas com deficiências físicas e auditivas.
Breve história da Marcha para Jesus
No ano de 1993 a Marcha Para Jesus ao Brasil através da vida do Apóstolo Estevam,
que hoje é o presidente da Marcha no Brasil, quando aconteceu a primeira edição do
evento em São Paulo. Naquele ano, a Marcha saiu da Avenida Paulista, desceu a Avenida
Brigadeiro Luís Antônio e chegou ao Anhangabaú para a concentração.
Seis anos depois, cerca de 10 milhões de pessoas de mais de 170 países marcharam
para celebrar o nome de Jesus Cristo. Cidadãos de diversas religiões, idade e raças saíram
às ruas em países como Argentina, Canadá, Colômbia, Cuba, EUA, Finlândia, França, Itália,
Japão, Moçambique, Rússia, entre outros.
Agenda:
Marcha Para Jesus 2012
Data: 14 de Julho
Local: Saída do Metro Tiradentes
Concentração: Praça Heróis da FEB
Início: 10 horas
Previsão de término: 21h30
Mais informações no site: www.marchaparajesus.com.br
Informações à imprensa:
Michelle Barros (assessora interna)
Telefone: 2114-1134
E-mail:
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

BISPA SONIA E APÓSTOLO ESTEVAM HERNANDES LANÇAM NOVO TRABALHO NA LIVRARIA DA VILA NA PRÓXIMO DIA 10
Lançamento do livro “Coração de Mãe” acontecerá na próxima quinta-feira (10) junto com lançamento do CD e DVD da Banda Inesquecível
A Livraria da Vila situada no Shopping Cidade Jardim receberá na próxima quinta-feira (10), o lançamento do livro “Coração de Mãe” de autoria da Bispa Sonia Hernandes e o do novo trabalho da Banda Inesquecível liderada pelo Apóstolo Estevam Hernandes. O evento está com horário de início previsto para às 18h30 e durante o mesmo ambos farão uma sessão de autógrafos.
A entrada para o evento é gratuita e a classificação etária é livre.
Sobre as obras
Coração de Mãe
O livro que é lançado em parceria com a editora Thomas Nelson, consiste em cartas de filhos para mães, cartas que simbolizam cada tipo de relacionamento. “Esse livro foi uma estratégia de Deus, pois ao invés de eu falar pra você fazer alguma coisa, Deus me deu as cartas que expressariam seus sentimentos. Além de cartas de filhos para mãe e vice-versa, haverá também, carta escrita de mãe para mãe”, declarou a bispa.
Vivendo De Bem Com a Vida
Trata-se de um trabalho diferente do seu primeiro livro; desta vez, a bispa conta histórias reais da sua vida. O livro traz relatos da trajetória da mulher Sonia Hernandes, que abre o coração e mostra que todas as pessoas estão sujeitas a passar pelas mesmas dificuldades, dores, perdas, traições e frustrações.
CD Inesquecível
Idealizado por Apóstolo Estevam Hernandes, precursor da música gospel no Brasil, o projeto consiste na regravação de músicas que marcaram as décadas de 80 e 90 e trouxeram um conceito moderno para a música cristã.
A iniciativa do líder da igreja Renascer em escrever letras evangelísticas, inteligentes e politizadas, agregando ritmos até então "abomináveis" pelos religiosos da época, encorajou o surgimento de bandas e grupos de louvor, tirando da igreja aquele clima careta, preconceituoso, ultrapassado e arcaico, gerando um ambiente atrativo e saudável para os jovens, levando-os para perto de Deus, sem descaracterizá-los.
“Os anos passaram, mas as músicas não perderam o sentido. Abordamos questões sociais, sustentabilidade, vida espiritual, questões e conflitos que envolvem os jovens como: depressão, preconceito e crise de identidade. São canções atemporais. Atingem diversas gerações. Desde a criança, até os adultos, ou aqueles que como eu, estou chegando nos 60 anos de idade”, declarou o Apóstolo.
Credenciamento de Imprensa
Para o lançamento haverá o cadastro de veículos de comunicação, para isso é necessário que os veículos enviem o nome e RG das pessoas que fazem parte da equipe de cobertura para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou através do telefone 2114-1134 com Michelle Barros.
Serviço:
Lançamento “Coração de Mãe” e “CD e DVD Inesquecível”
Data: 10 de maio
Hora: 18h30
Local: Livraria da Vila- Shopping Cidade Jardim
Endereço: Avenida Magalhães de Castro, 12.000- Butantã
Mais Informações: 2114-1134 com Michelle Barros
Michelle Barros
Jornalista|Assessoria de Imprensa
Renascer em Cristo
+55-11 2114-1134
+55-11 6072-05-79
ID 105*100062
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A Heresia do Egocentrismo
John MacArthur
John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional,
é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969;
é presidente do Master's College and Seminary e do ministério "Grace to You";
John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.
"Não negligencieis a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]"
Hebreus 13.16
O egocentrismo não tem lugar na igreja. Nem devíamos dizer isso, mas, desde o alvorecer da
era apostólica até hoje,o amor próprio em todas as suas formas tem prejudicado
incessantemente a comunhão dos santos. Um exemplo clássico e antigo de egocentrismo fora
de controle é visto no caso de Diótrefes. Ele é mencionado em 3 João 9-10, onde o apóstolo diz:
"Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles,
não nos dá acolhida.
Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós
palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos,
como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja".
Diótrefes anelava ser o preeminente em sua congregação (talvez até mais do que isso).
Portanto, ele via qualquer outra pessoa que tinha autoridade de ensino – incluindo o apóstolo
amado – como uma ameaça ao seu poder.
João havia escrito uma carta de instrução e encorajamento à igreja, mas, por causa do desejo
de Diótrefes por glória pessoal, ele rejeitou o que o apóstolo tinha a dizer. Evidentemente,
ele reteve da igreja a carta de João. Parece que ele manteve em segredo a própria existência
da carta. Talvez ele a destruiu. Por isso, João escreveu sua terceira epístola inspirada para,
em parte, falar a Gaio sobre a existência da carta anterior.
Na verdade, o egoísmo de Diótrefes o tornou culpado do mais pernicioso tipo de heresia:
ele rejeitou ativamente e se opôs à doutrina apostólica. Por isso, João condenou Diótrefes em
quatro atitudes: ele rejeitou o ensino apostólico;fez acusações injustas contra um apóstolo;
foi inóspito para com os irmãos e excluiu aqueles que não concordavam com seu desafio a
autoridade de João. Em todo sentido imaginável, Diótrefes era culpado da mais obscura heresia, e todos
os seus erros eram frutos de egocentrismo.
Em nosso estado caído, estado de carnalidade, somos todos assediados por uma tendência
para o egocentrismo.
Isto não é uma ofensa insignificante, nem um pequeno defeito de caráter, nem uma ameaça
irrelevante à saúde de nossa fé.
Diótrefes ilustra a verdade de que o amor próprio é a mãe de todas as heresias. Todo falso
ensino e toda rebelião contra a autoridade de Deus estão, em última análise, arraigados em um
desejo carnal de ter a preeminência – de fato, um desejo de reivindicar para si mesmo aquela
glória que pertence legitimamente a Cristo. Toda igreja herética que já vimos tem
procurado suplantar a verdade e a autoridade de Deus com seu próprio ego pretensioso.
De fato, o egocentrismo é herético porque é a própria antítese de tudo que Jesus ensinou ou
exemplificou.
E produz sementes que dão origem a todas as outras heresias imagináveis.
Portanto, não há lugar para egocentrismo na igreja. Tudo no evangelho, tudo que igreja tem
de ser e tudo que aprendemos do exemplo de Cristo golpeia a raiz do orgulho e do
egocentrismo humano.
Koinonia
As descrições bíblicas de comunhão na igreja do Novo Testamento usam a palavra grega
koinonia.
O espírito gracioso que essa palavra descreve é o extremo oposto do egocentrismo.
Traduzida diferentemente por "comunhão", "compartilhamento", "cooperação" e "contribuição",
esta palavra é derivada de koinos, a palavra grega que significa "comum". Ela denota as ideias
de compartilhamento, comunidade, participação conjunta, sacrifício em favor de outros e dar
de si para o bem comum.
Koinonia era uma das quatro atividades essenciais que mantinha os primeiros cristãos juntos:
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão [koinonia], no partir do pão e nas
orações" (At 2.42). O âmago da "comunhão" na igreja do Novo Testamento era culto e sacrifício
uns pelos outros, e não festividade ou funções sociais. A palavra em si mesma deixava isso
claro nas culturas de fala grega. Ela foi usada em Romanos 15.26 para falar de "uma coleta em
benefício dos pobres"(ver também 2 Co 9.3). Em 2 Coríntios 8.4, Paulo elogiou as igrejas da
Macedônia por "participarem [koinonia] da assistência aos santos".
Hebreus 13.16 diz: "Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação
[koinonia]". Claramente,o egocentrismo é hostil à noção bíblica de comunhão cristã.
Uns aos outros
Esse fato é ressaltado também pelos muitos "uns aos outros" que lemos no Novo Testamento.
Somos ordenados:a amar "uns aos outros" (Jo 13.34-35; 15.12, 17); a não julgar "uns aos
outros" e ter o propósito de não por tropeço ou escândalo ao irmão (Rm 14.13); a seguir "as
coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19); a ter "o
mesmo sentir de uns para com os outros" e acolher "uns aos outros, como também Cristo nos
acolheu para a glória de Deus" (Rm 15.5, 7). Somos instruídos a levar "as cargas uns dos outros"
(Gl 6.2); a sermos benignos uns para com os outros, "perdoando... uns aos outros" (Ef 4.32);
e a sujeitar-nos "uns aos outros no temor de Cristo" (Ef 5.21).
Em resumo, "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada
um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
No Novo Testamento, há muitos mandamentos semelhantes que governam nossos
relacionamentos mútuos na igreja.
Todos eles exigem altruísmo, sacrifício e serviço aos outros. Combinados, eles excluem
definitivamente toda expressão de egocentrismo na comunhão de crentes.
Cristo como cabeça de seu corpo, a igreja
No entanto, isso não é tudo. O apóstolo Paulo comparou a igreja com um corpo que tem
muitas partes, mas uma só cabeça:
Cristo. Logo depois de afirmar, enfaticamente, a deidade, a eternidade e a proeminência
absoluta de Cristo, Paulo escreveu:
"Ele é a cabeça do corpo, da igreja" (Cl 1.18). Deus "pôs todas as coisas debaixo dos pés,
e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo" (Cl 1.22-23).
Cristãos individuais são como partes do corpo, existem não para si mesmos, mas para o bem de
todo o corpo: "Todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo
a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo
em amor" (Ef 4.16).
Além disso, cada parte é dependente de todas as outras, e todas estão sujeitas à Cabeça.
Somente a Cabeça é preeminente, e,além disso, "se um membro sofre, todos sofrem com ele;
e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1 Co 12.26).
Até aquelas partes do corpo aparentemente insignificantes são importantes (vv. 12-20).
"Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos,
porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?" (vv. 18-19).
Qualquer evidência de egoísmo é uma traição de não somente o resto do corpo, mas também
da Cabeça. Essa figura torna o altruísmo humilde em virtude elevada na igreja – e exclui
completamente qualquer tipo de egocentrismo.
Escravos de Cristo
A linguagem de escravo do Novo Testamento enfatiza, igualmente, esta verdade.
Os cristãos não são apenas membros de um corpo, sujeitos uns aos outros e chamados à
comunhão de sacrifício. Somos também escravos de Cristo, comprados com seu sangue,
propriedade dele e, por isso, sujeitos ao seu senhorio.
Escrevi um livro inteiro sobre este assunto. Há uma tendência, eu receio, de tentarmos
abrandar a terminologia que a Escritura usa porque – sejamos honestos – a figura de escravo é
ofensiva. Ela não era menos inquietante na época do Novo Testamento. Ninguém queria ser
escravo, e a instituição da escravidão romana era notoriamente abusiva.
No entanto, em todo o Novo Testamento, o relacionamento do crente com Cristo é retratado
como uma relação de senhor e escravo.
Isso envolve total submissão ao senhorio dele, é claro. Também exclui toda sugestão de
orgulho, egoísmo, independência ou egocentrismo.
Está é simplesmente mais uma razão por que nenhum tipo de egocentrismo tem lugar na vida
da igreja.
O próprio senhor Jesus ensinou claramente este princípio. Seu convite a possíveis discípulos foi
uma chamada à total autorrenúncia:
"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me"
(Lc 9.23).
Os doze não foram rápidos para aprender essa lição, e a interação deles uns com os outros foi
apimentada com disputas a respeito de quem era o maior, quem poderia ocupar os principais
assentos no reino e expressões semelhantes de disputas egocêntricas.
Por isso, na noite de sua traição, Jesus tomou uma toalha e uma bacia e lavou os pés dos
discípulos. Sua admoestação para eles,na ocasião, é um poderoso argumento contra qualquer
sussurro de egocentrismo no coração de qualquer discípulo: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o
Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o
exemplo,para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.14-15).
Foi um argumento do maior para o menor. Se o eterno Senhor da glória se mostrou disposto a
tomar uma toalha e lavar os pés sujos de seus discípulos, então, aqueles que se chamam
discípulos de Cristo não devem, de maneira alguma, buscar preeminência para si mesmos.
Cristo é nosso modelo, e não Diótrefes.
Não posso terminar sem ressaltar que este princípio tem uma aplicação específica para aqueles
que estão em posições de liderança na igreja. É um lembrete especialmente vital nesta era de
líderes religiosos que são superestrelas e pastores jovens que agem como estrelas de rock.
Se Deus chamou você para ser um presbítero ou mestre na igreja, ele o chamou não para sua
própria celebridade ou engrandecimento. Deus o chamou a fazer isso para a glória dele mesmo.
Nossa comissão é pregar não "a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos
como vossos servos [escravos], por amor de Jesus" (2 Co 4.5).
User opinions
Apóstolo Martins
Quinta, 02 Fevereiro 2012apostolo
Quinta, 02 Fevereiro 2012TIAGO
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